Prefeito mobiliza ‘pelotão’ para aprovar projeto


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O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) conseguiu ontem autorização da Câmara para remanejar R$ 6,7 milhões do Orçamento. Depois da gafe da semana passada, quando os vereadores que formam sua base saíram do plenário em companhia de seu líder, Jépy Pereira, para lanchar, perderam a votação e permitiram a rejeição da matéria, Rocha, ontem, foi precavido. Colocou dois assessores seus, Edivaldo José da Costa e José Paschoal Ribeiro, para “blindar” as saídas do plenário e evitar que os parlamentares aliados saíssem. Gilson Pelizaro protestou contra a aprovação do projeto, dizendo que parte do dinheiro (R$ 3,5 milhões) será retirada da Divisão de Trânsito. “Na Semana Nacional do Trânsito, nosso prefeito tira toda essa verba do setor. Isso em uma cidade em que os acidentes matam tanta gente”, disse o petista, que também não gostou da presença dos assessores do prefeito no plenário. “Além disso, coloca seus guarda-costas para vigiar os vereadores”. BATE-BOCA A sessão de ontem não passou sem um bate-boca. A confusão começou quando Marcelo Mambrini (PMN) pediu discussão e votação, em regime de urgência, de um projeto de lei para a criação do “Dia do Empresário Calçadista Francano”. Pelizaro usou a tribuna e atacou: “A humanidade não vai acabar se a gente não votar esse projeto hoje”, disse Pelizaro. Mambrini respondeu de imediato. “Acho que não devemos ficar perdendo tempo com esse tipo de discussão”, disse. “Você perdeu seu tempo e eu já estou perdendo é a paciência”, rebateu Pelizaro. Nesse momento, alguns populares na platéia riram. Mambrini se irritou e pediu a interferência do presidente, Joaquim Ribeiro, para que os presentes “respeitassem os vereadores”. Um dos presentes reclamou que o “povo não podia se manifestar”. Ribeiro, sentindo o clima esquentar, suspendeu a reunião por cinco minutos. O restante da sessão foi morno. O projeto de Mambrini que poderia suscitar discussões, pois prevê a abertura da Câmara aos sábados, foi adiado. Entre os aprovados, a concessão de um imóvel para o Instituto Democrata, iniciativa do Executivo, e a obrigatoriedade de instalação de sistema de aquecimento de água por energia solar, de Joaquim Ribeiro (PSB).

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