Franca vive surto de conjuntivite


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Franca enfrenta um surto de conjuntivite. Há cerca de um mês, a incidência de casos da doença vem crescendo. Não há dados oficiais sobre o número de pessoas que já foram infectadas (a conjuntivite não é uma doença de notificação obrigatória), mas profissionais tanto da rede pública de Saúde quanto da particular são unânimes em dizer que os casos da doença aumentaram de um mês para cá. A principal causa do aumento é o clima. Com o calor registrado nas últimas semanas e a baixa umidade, as impurezas suspensas no ar não se dissipam, criando um ambiente propício à proliferação do vírus que causa a doença e, conseqüentemente, a uma maior ocorrência de casos. Para se ter idéia, em um único dia, o Pronto-Socorro “Doutor Janjão” chega a atender 17 casos de conjuntivite. Nos consultórios oftalmológicos, a doença já é uma das principais causas de atendimento, respondendo por até 40% das consultas. O oftalmologista Mozart Pimenta Faleiros disse que o aumento no número de casos de conjuntivite nesta época do ano é normal. “É uma doença sazonal. Tem dois principais picos de ocorrência durante o ano: no final do verão (entre março e abril) e no começo da primavera”. No consultório do médico, o número de pacientes com meningite dobrou. “Há um mês, eram quatro ou cinco por semana. Hoje já são oito”. A conjuntivite é caracterizada pela inflamação da membrana que reveste o globo ocular. Seu principal sintoma é o lacrimejamento. Apesar de incômoda, a doença não é grave. “Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico do paciente, em três ou quatro dias, acaba matando o vírus que causa a conjuntivite”. O maior problema, segundo os médicos, está no fato da doença ser altamente contagiosa, o que acaba provocando o afastamento do trabalho dos empregados infectados ou a falta de alunos na escola. Só na Tenny Wee Calçados, 30 funcionários já foram afastados este ano por causa da doença. “A ação foi tomada para que a conjuntivite não continuasse se alastrando entre os colegas de trabalho”, disse o médico da empresa Keller Oliveira Lima. A professora Leandra Moura Silva, 28, é uma das pessoas que engrossam as estatísticas. No domingo, seus olhos começaram a coçar e, no dia seguinte, percebeu que eles estavam inchados e irritados. Ao mostrá-los à médica da creche onde trabalha, confirmou a suspeita. “Ela disse para eu procurar um especialista porque era mesmo conjuntivite”. Por isso foi afastada por sete dias do trabalho. Para o secretário da Saúde, Alexandre Ferreira, o aumento de casos nessa época do ano não assusta. “Ele é normal. Se a secretaria confirmar que está acima do programado, começaremos a agir. Vamos visitar escolas para orientar os alunos, além de solicitar que eles procurem um médico. Por enquanto não vejo necessidade”.

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