Funcionários dos Correios entram no 7º dia de greve


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Os funcionários da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) rejeitaram, em assembléia realizada na tarde de ontem, a proposta de reajuste oferecida pelo ministro Hélio Costa (das Comunicações) e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, e votaram pela continuidade da greve que entra hoje no seu sétimo dia. Em Franca, são seis dias de paralisação com adesão de mais de 40 dos 120 carteiros. João Alves de Melo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de Ribeirão e região, disse que a empresa ofereceu reajuste de R$ 10 no piso da categoria que hoje é de R$ 524, aumento linear de R$ 60 a partir de janeiro, e um abono de R$ 400 para setembro. Os funcionários recusaram. “O que ofereceram é uma miséria. Não dá para discutir”, disse João. Os grevistas já fizeram uma contraproposta à estatal reduzindo o pedido de R$ 200 de aumento linear para R$ 100, divididos em duas vezes e um abono de R$ 1 mil. “Nós cedemos em algumas cláusulas, mas eles ainda não”, disse Melo. A greve de 2007 já é a maior dos últimos quatro anos. Em 2003, a categoria ficou três dias de braços cruzados. O diretor-regional do sindicato da categoria em Franca, Luiz Carlos da Silva, disse que não dá para contabilizar a quantidade de cartas paradas nos Centros de Distribuição, mas garante que a paralisação prejudica principalmente a entrega de sedex e cartas urgentes.

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