Mãe de garoto com câncer sonha ter um lar


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Eliana Aparecida Souza segura o filho Victor Hugo, que tem câncer nos olhos e já perdeu a visão direita. Mãe quer apoio para construir casa própria
Eliana Aparecida Souza segura o filho Victor Hugo, que tem câncer nos olhos e já perdeu a visão direita. Mãe quer apoio para construir casa própria
A dona de casa Eliana Aparecida Sousa, 26, foi mãe ainda na adolescência. Aos 16 anos teve o primeiro filho, Bruno Henrique, hoje com 9 anos. O caçula Victor Hugo nasceu no dia 10 de janeiro de 2006 e está com 1 ano e 7 meses. Eliana morou com o pai das crianças, mas o relacionamento não deu mais certo e ela se separou. Pouco depois do rompimento, ainda abalada com o fato, descobriu que Victor Hugo estava com câncer. A criança nasceu com tumores nos dois olhos e já perdeu uma visão por causa da doença. A mãe tem dificuldades para sustentar os filhos. A dona de casa não pode trabalhar porque tem de cuidar do bebê e depende de ajuda para ter onde morar, pagar as contas e comprar alimentos para os filhos. Para aliviar o dia-a-dia e viver com mais segurança, pede ajuda para construir dois cômodos no terreno que o pai dela comprou no Jardim Meirelles. “O que os outros puderem me dar, vou agradecer demais. Não importa se é novo ou usado, vai ser muito útil para eu ter um lugar próprio para morar com meus dois filhos”. Victor Hugo estava com quatro meses quando os pais perceberam que não segurava objetos que lhe davam. A criança também chorava muito. Depois de exames em Franca e Ribeirão Preto, descobriram que tinha retinoblastoma, tumor que ataca os olhos. A mãe, que ouviu dos médicos que o filho viveria por apenas mais um mês ou não andaria nem enxergaria se sobrevivesse, decidiu lutar pelo garoto. “Deixei meu trabalho e passei a viver totalmente para o Victor Hugo. Fico mais nos hospitais. É difícil eu ficar em casa”. Os tratamentos são feitos em hospitais de Barretos e Marília. “Tenho de ficar de olho nele 24 horas, cuidando para não bater a cabeça, porque ele não enxerga direito e esbarra nos móveis enquanto anda e para não pôr a mão no chão, porque pode pegar alguma bactéria. Fico em cima o tempo todo. Não tem como trabalhar”. Sem renda e sem receber pensão alimentícia dos filhos (às vezes, o pai ajuda com leite, Sustagem e fralda), Eliana sobrevive com ajuda do irmão que mora com ela e doações de parentes, vizinhos, amigas e colegas do antigo trabalho. Ela era coladeira de peças. “Dependo dos outros. Um paga o aluguel, o outro doa cesta básica”. Eliana mora no Jardim Tropical II em casa locada por R$ 220 de aluguel, gasta R$ 20 de água e R$ 45 de energia elétrica. Os pais dela são divorciados e moram em cidades diferentes. A mãe em Ituverava e o pai em Guará. Não há como ela se mudar para morar com eles. “Não posso sair de Franca. Preciso estar numa cidade com mais recursos para cuidar do Victor Hugo”. Na tentativa de livrá-la dos gastos com moradia, o pai de Eliana, que é aposentado, comprou um terreno no Jardim Meirelles e paga R$ 375 por mês pela prestação. A dona de casa planeja construir dois cômodos na área. Por enquanto, já ganhou portas e venezianas usadas e pede doação de cimento, areia, tijolos e outros materiais de construção. “O que ganhar, guardarei no quintal”, programa-se. Quando tiver tudo, contará com apoio de um pedreiro amigo e de parentes para, em mutirão, erguer um novo lar para ela, Bruno e Victor. “Não vejo a hora de fazer a casa. Vou mudar o mais rápido que conseguir, no contrapiso mesmo”. Doações podem ser feitas na Rua Wagner Luís São João, 2211, no Jardim Tropical II. O telefone é (16) 3725-5772.

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