Alguém pode até imaginar, mas só mesmo o jogador sabe o que circunda uma partida disputada no ginásio de um clube de basquete. O pivô Murilo, na derrota para o Brasília pelo Campeonato Brasileiro, no dia 29 de julho deste ano, chorou porque dizia que aquela podia ser sua última partida em Franca, diante da torcida e no "templo" do Poliesportivo. Era verdade.
Agora, o clima entre os jogadores do clube é de reencontro pouco mais de 24 horas da estréia no Campeonato Paulista. O ala Márcio Dornelles é quem pode falar.
O jogador não esconde o nervosismo, que se mistura também à alegria e resulta em algo bem maior e mais positivo, o sentimento de felicidade. Márcio explica como estará amanhã: "Será um reencontro mágico". O Unimed/Franca entra em quadra amanhã, às 20 horas, para pegar Sorocaba. Será o segundo jogo da equipe, que venceu Araraquara na semana passada. O time visitante também realizou apenas uma partida e perdeu para Limeira na primeira rodada. "Agora será bom jogar com a torcida a meu favor. Quando estava no time adversário, ela pegava bastante no pé", lembrou Márcio, que teve o último confronto contra o Unimed/Franca quando estava no Rio Claro, pelo returno do Brasileiro da temporada passada.
Na época não era para menos que os torcedores locais "perseguiam" Dornelles. Naquele dia, ele fez 20 pontos e pegou quatro rebotes, além de conseguir quatro assistências. Ao menos desta vez, esse empenho deverá estar canalizado a favor do time de Franca. A última vez que o ala atuou em solo francano, defendendo a camisa do Franca Basquete, foi no dia 4 de junho de 2001, em partida da semifinal do Campeonato Brasileiro. Neste jogo, o time enfrentava o Vasco da Gama, que tinha Hélio Rubens Garcia como técnico, além de outros jogadores conhecidos, como Helinho, Rogério e Demétrius.
Como não é só de expectativa que um jogador vive, ontem à tarde, no Póli, Márcio e seus companheiros tiveram um treino marcado pela forte cobrança de Hélio Rubens. O principal fator exigido pelo técnico diz respeito a ensaios de jogadas rápidas, estilo que ele quer implantar no time depois da viagem ao Pré-Olímpico disputado nos Estados Unidos. "A cobrança tem de existir e os jogadores se empenharam muito", disse Hélio Rubens.
Colaborou Gabriel Cicilliani
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