Meningite mata menina 13 horas depois da internação


| Tempo de leitura: 2 min
O médico Homero Rosa Júnior disse que não há indícios de epidemia de meningite: “O tipo que provavelmente acometeu a garota não é contagioso”
O médico Homero Rosa Júnior disse que não há indícios de epidemia de meningite: “O tipo que provavelmente acometeu a garota não é contagioso”
A meningite bacteriana fez mais uma vítima em Franca. Helen Cândida Pereira Oliveira, de apenas 8 anos, morreu no domingo, 13 horas depois de ter sido internada na Santa Casa. Esta é a quarta morte causada pela doença em 2007. A Vigilância Epidemiológica descarta epidemia e nega risco de contaminação. Helen começou a apresentar vômito e diarréia na quarta-feira, dia 12. Ela estava na Escola Suzana Ribeiro Sandoval, onde cursava a 2ª série, e precisou ir embora mais cedo. No mesmo dia, a mãe, Sandra Maria Pereira Oliveira a levou ao Pronto-socorro Infantil. “Me disseram que era uma virose e receitaram soro e plasil. Mediquei conforme o médico mandou”, disse a mãe. No dia seguinte, a menina amanheceu com os mesmos sintomas. Preocupada, Sandra novamente levou a criança até o pronto socorro. Os medicamentos receitados foram os mesmos. “O médico me disse que iria passar”. Por mais dois dias - sexta-feira e sábado - Sandra buscou ajuda médica para Helen. “Colocaram-na no soro e, depois, fomos para a casa”, disse a mãe. No domingo, Helen acordou por volta das 9 horas queixando-se de forte dor de cabeça. “Ela disse que doía muito. Mostrava a testa. Estava quieta e vomitando sangue. Corri, de novo, para o pronto-socorro. Um dos médicos lembrou da minha filha e disse que ela teria de ir para a Santa Casa”. Já na Santa Casa, Helen foi internada às 10h30. Começou a receber os antibióticos que combatem a meningite. Não deu tempo. Segundo a mãe, no mesmo dia, ela sofreu duas paradas cardiorespiratórias e morreu às 23h50. O corpo da menina foi sepultado às 15 horas de ontem. Durante o velório, o caixão permaneceu lacrado. Para obter a confirmação da causa da morte de Helen, um exame do líquor (líqüido cérebro-espinhal) será realizado e deve ficar pronto em quatro dias. O pediatra Jonas Antônio Lopes, que atendeu a garota na Santa Casa, disse que a bactéria que causou a morte de Helen foi, provavelmente, a pneumocócica. “A bactéria teve uma evolução rápida e fulminante devido a baixa resistência da menina que estava também com gastroenterite”, disse Jonas.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários