Homero Rosa Júnior, médico da Vigilância Epidemiológica, descartou ontem um possível surto ou epidemia de meningite em Franca. Segundo ele, os casos de óbitos por meningite bacteriana registrados neste ano não têm ligação de tempo, nem de pessoa. “Não há necessidade de fazer bloqueios na escola onde a menina estudava, nem nos familiares que ela teve contato. A meningite que provavelmente acometeu a garota não é contagiosa.
Além disso, os casos registrados na cidade não têm ligação”. Questionado sobre o fato do caixão da menina estar lacrado, o médico disse que é apenas “um costume antigo”.
A bactéria pneumocócica, segundo Homero, é uma da mais graves e potentes. “Ela desenvolve de maneira fulminante, mas não é regra e, assim como toda meningite, pode evoluir de forma favorável ou não”, disse.
De acordo com o médico, a pessoa pode ser portadora da bactéria e não saber. “Ela pode ter contraído recentemente ou pode ser antiga, que evoluiu por algum motivo, talvez a baixa resistência. Quando isso acontece, ela entra na corrente sanguínea e ultrapassa a barreira que protege o cérebro”, disse Homero Rosa.
Por apresentar sintomas parecidos aos de outras doenças, o diagnóstico da meningite pode ser lento. Geralmente, a criança sente febre, tem dor de cabeça, vômito e diarréia. O sintoma mais importante e que deve chamar a atenção dos pais é a queda brusca (uma espécie de prostração).
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