Polícia encontra drogas, celulares e grana nas celas


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Presos do Pavilhão 2 da cadeia foram colocados no pátio enquanto celas eram revistadas por policiais civis. Ação teve apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais)
Presos do Pavilhão 2 da cadeia foram colocados no pátio enquanto celas eram revistadas por policiais civis. Ação teve apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais)
As celas dos 414 detentos da cadeia do Jardim Guanabara passaram por uma varredura na tarde de ontem. Após denúncias de uma fuga em massa e de rebeliões, a Polícia Civil realizou uma operação pente-fino, que contou com homens fortemente armados do GOE (Grupo de Operações Especiais). Como já era de se esperar, drogas, celulares e materiais usados em tentativas de fuga foram encontrados. Cerca de 40 policiais ocuparam a cadeia por volta das 14 horas de ontem e “reviraram” as 28 celas. Os 414 presos das duas alas da cadeia foram colocados no pátio, apenas de cuecas, enquanto os policiais faziam a revista. Foram apreendidos 14 telefones celulares, carregadores, drogas, armas brancas, R$ 800 em poder de um detento e uma “Teresa” - corda de pano conhecida por ser usada para escalar o muro durante a fuga. Para camuflar porções de maconha, os detentos usaram até um pão. “Eles tentam de todas as formas esconder entorpecentes durante a blitz na cadeia. Para nós, não é surpresa. Foram encontradas diversas porções de maconha dentro de um pão. Já localizamos até dentro de frutas, como laranjas e maças”, disse o delegado Wanir José da Silveira, que comandou a ação do GOE. Catorze celulares foram encontrados e a polícia investiga o uso destes aparelhos em ações criminosas executadas por bandidos que estão do lado de fora da cadeia. “É possível que detentos ordenem roubos e ações de tráfico de dentro das celas. Nós vamos passar os aparelhos por perícias e investigá-los”, disse Silveira. Aos poucos, os presos foram retirados das celas e levados para o pátio. Somente depois da revista minuciosa em busca de produtos ilícitos é que os detentos retornaram. Com um dos presos, a polícia apreendeu para averiguação R$ 800 em notas de R$ 50 e R$ 20. Durante a revista, nenhum revólver foi encontrado, mas a polícia apreendeu “chuchos” (faca artesanal feita pelos presos) que poderiam ser usados em uma rebelião. Para o delegado Wanir José da Silveira, o resultado da operação ficou dentro expectativas. “Sempre que houver necessidade, entraremos na cadeia para colocar as coisas em ordem. Não aceitamos conversa com os presos e fazemos o nosso trabalho da maneira que deve ser feito”, disse Silveira. SUPERLOTAÇÃO Com capacidade para pouco mais de 230 presos, a cadeia de pública de Franca comporta hoje 414 detentos. A direção do presídio informou que, por semana, cerca de 30 presos condenados são transferidos.

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