‘Minha irmã dizia que só queria respirar’


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A enfermeira Lúcia Helena Delpilaro, 50, falou ao Comércio e contou como foi se deparar com a irmã ferida e nada poder fazer para salvá-la. Comércio - Como ficou sabendo do acidente? Lúcia Helena - Tínhamos saído para medir a pressão arterial de uma senhora. Após o atendimento, fomos calibrar o pneu da ambulância. Neste intervalo, a menina do posto de saúde ligou pedindo para irmos às proximidades do cemitério, pois havia acontecido um acidente. Chegando lá, me deparei com minha irmã. Comércio - Qual foi sua reação? Lúcia Helena - Foi um susto muito grande. Foi horrível, muito ruim sair para socorrer uma pessoa e ver a irmã da gente morrendo no local. Jamais esperava passar por uma situação dessas. Acho que Deus me deu forças. Comércio - Sua irmã se machucou muito? Lúcia Helena - Não teve ferimentos externos. Nada de sangue aparecia nela. O problema foram as lesões internas. Acredito que tenha quebrado as costelas, o que provocou o perfuramento de seu baço. Comércio - Ela chegou a falar alguma coisa para a senhora? Lúcia Helena - Ela estava muito pálida e sem forças. Falava pouco. Dizia que só queria respirar. Estava com dificuldades. No pronto-socorro, pediu para se sentar para poder respirar um pouco. Infelizmente, foram suas últimas palavras. Ela deixará muitas saudades.

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