O Matadouro Municipal de Batatais pode ter suas portas lacradas. O pedido de fechamento foi feito pelo promotor Hilton Maurício de Araújo Filho depois que foi constatada a falta de serviço de inspeção no local. O caso se arrasta desde abril, quando o juiz Rogério Tiago Jorge estipulou um prazo para que o estabelecimento regularizasse a situação, o que não aconteceu.
O matadouro, que passou da Prefeitura para a administração de particulares, presta serviço para os proprietários de açougues que levam os animais e pagam apenas pelo abate. Em média, no local são abatidos 130 bovinos e 280 suínos por mês. O proprietário de um açougue da cidade, Luís Antônio Guidetti, é um dos que usam os serviços do Matadouro. “Sempre abati porcos no local. Nesta semana, já tive que comprar de um frigorífico e terá que ser assim caso ele seja lacrado”, disse Guidetti, que tinha o costume de abater oito suínos por semana.
Para José Fiori Filho, proprietário de outro açougue na cidade, a suspensão das atividades não atrapalhará os negócios. “Já tive problemas com o matadouro e passei a comprar de frigorífico. Vou continuar agindo assim”.
A Prefeitura de Batatais tentar regularizar a situação com a implantação de uma lei municipal que crie o SIM (Sistema de Inspeção Municipal). O projeto de lei foi encaminhado para a Câmara de Vereadores e deverá entrar em votação na próxima semana. Se aprovado, o serviço fará a inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal produzidos no município. O administrador do matadouro não foi encontrado para falar sobre o caso.
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