População de idosos da região salta de 50 mil para 72 mil


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O casal Ivete e Clodoaldo Madeira se mudou da capital para Franca há cinco anos e reforça a estatística de idosos na região. “Aqui é tudo mais fácil”, disse Ivete
O casal Ivete e Clodoaldo Madeira se mudou da capital para Franca há cinco anos e reforça a estatística de idosos na região. “Aqui é tudo mais fácil”, disse Ivete
Ivete Valverde Madeira, 65 anos, e o marido Clodoaldo Madeira, 68, moram em Franca há cinco anos. O casal deixou São Paulo em busca de mais qualidade de vida na cidade e não se arrepende. Aqui fizeram amigos e descobriram que se deslocar de casa para o médico, por exemplo, é muito mais fácil e rápido. “Em São Paulo, se perde muito tempo. As unidades de saúde são longe e o trânsito é lento, sem contar a poluição do ar”, disse Ivete. A busca por tranqüilidade em cidades do interior é um dos fatores que têm elevado o número de idosos na região, mas não é o único. A expectativa de vida da população também aumentou. O reflexo disso é o crescimento no número de pessoas com mais de 60 anos vivendo na região. Nos últimos dez anos, a população de idosos deu um salto. Saiu da casa dos 50 mil em 1996 para mais de 72 mil pessoas no ano passado. Os dados são do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e têm por base a população de Franca e 21 municípios da região. O crescimento, de acordo com especialista, é maior que o esperado. Para se ter uma noção, enquanto a população de idosos na região cresceu mais de 43%, o mesmo estudo mostra que população das demais faixa etárias aumentou apenas 18%. Hoje, um em cada dez habitantes da região tem mais de 60 anos. Esse número deve crescer ainda mais. Em 2017, a população de idosos deverá chegar aos 38 mil apenas em Franca -hoje são pouco mais de 30 mil. A projeção é do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais), órgão ligado ao Uni-Facef (Centro Universitário de Franca). “Apesar da população envelhecer, a proporção não deve mudar muito, pois haverá nascimentos. Devemos continuar com uma média de um idoso para cada dez habitantes”, disse Hélio Braga Filho, economista e coordenador do Ipes. O crescimento da população idosa não é um fato isolado da região. “Esse é um fenômeno nacional, diria quase mundial, que começou dos anos 90 para cá. O Brasil está deixando de ser um país jovem para ser tornar um país de idosos”, disse Hélio Braga. Para o desenvolvimento da região e da qualidade de vida das pessoas que aqui moram, o aumento na população de idosos tem um preço. “Com mais idosos, os governos terão de investir mais em políticas públicas específicas de atendimento à terceira idade, especialmente nas áreas da saúde, transporte e equipamentos de lazer”, disse o economista. Para tentar equacionar essa situação, Franca criou o Neplaf (Núcleo de Estudos e Planejamento de Franca), coordenado pelo vice-prefeito Ary Balieiro e que vai pensar o futuro da cidade. “No estudo, vamos analisar também as necessidades da população acima de 60 anos para os próximos anos. São poucas as iniciativas que atendem essa parte da população, mas elas terão de crescer”, disse Ary.

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