A família dos dois irmãos presos pela Polícia Civil de Franca acusados de envolvimento com o tráfico de drogas será desligada do Provita (Programa Estadual de Proteção às Testemunhas) e deixará de receber ajuda de custo do governo. A informação foi confirmada ao Comércio pelo secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antônio Guimarães Marrey.
Durante visita a Franca, na sexta-feira, para inaugurar a unidade da Fundação Casa (antiga Febem), Marrey mostrou desconforto ao ser questionado sobre o assunto pela reportagem, mas sinalizou que o Estado tomará as providências cabíveis. “O Provita é um programa bastante útil de proteção a testemunhas.
Nem sempre, estas testemunhas são santas. Às vezes, são outros delinqüentes que testemunham contra outros criminosos. Para que possam continuar no programa, é preciso cumprir regras. Todos aqueles que as descumprirem, são desligados. Pelo teor de sigilo que cerca o programa, não vou comentar o caso concreto”.
Há um ano e sete meses, Alessandro Rizati, 18, o irmão Adriano, 25, e os pais entraram para o Provita, pois haviam presenciado uma tentativa de homicídio na casa em que moravam em São Paulo. A família passou a receber acompanhamento e uma ajuda de custo de R$ 1 mil do Estado. Mudaram-se para Franca no começo do ano.
Em junho, Alessandro foi baleado na porta de sua casa, no Bairro Santa Cruz. Briga por ponto de venda de droga teria sido o motivo da tentativa de homicídio. Na quinta-feira, ele e o irmão foram presos acusados de tráfico de drogas.
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