Bandidos trocam tiros com a polícia em mata do Paulistano


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Imagem de arquivo mostra policiais militares na mata do Paulistano, após troca de tiros com bandidos em junho do ano passado: no confronto, acusado de tráfico morreu
Imagem de arquivo mostra policiais militares na mata do Paulistano, após troca de tiros com bandidos em junho do ano passado: no confronto, acusado de tráfico morreu
A mata do Jardim Paulistano abrigou nova troca de tiros entre a Polícia Militar e bandidos radicados na zona leste da cidade. Durante perseguição na noite de sexta-feira, dois suspeitos abriram fogo na direção dos policiais e se embrenharam no matagal. Houve revide. Não há informação de feridos. Há um ano, a PM matou um criminoso durante tiroteio no local. O recente confronto se deu às 22 horas de sexta-feira. Em patrulhamento de rotina pelo bairro, uma viatura da Força Tática se deparou com uma moto em alta velocidade ocupada por duas pessoas. Resolveram fazer a abordagem, mas os suspeitos não obedeceram ao sinal de parada. Fugiram em direção à mata. O garupa desceu de arma em punho e efetuou vários disparos na direção da viatura. Os policiais revidaram. Mesmo em desvantagem, o criminoso entrou correndo na mata e desapareceu. Segundo os PMs que participaram da ocorrência, não foi possível alcançá-lo devido à escuridão e ao fato do local ser de difícil acesso. O piloto da moto se aproveitou da troca de tiros e também desapareceu. Localizada próxima a várias casas, na divisa dos Jardins Paulistano e Panorama, a mata é um desafio para a polícia de Franca. Bastante densa, é controlada por bandidos. Dezenas de trilhas levam a clareiras usadas como “escritórios” pelos criminosos. No local, escondem armas, combinam roubos, comercializam drogas e vendem produtos roubados, em especial equipamentos eletrônicos. Segundo a própria polícia, foi lá que bandidos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) tramaram os ataques a policiais e a ônibus da empresa São José, ocorridos em maio de 2006 na zona leste da cidade. Poucos se arriscam a entrar. A entrada é vigiada por bandidos armados. No dia 24 de junho do ano passado, policiais militares da Força Tática trocaram tiros com quatro homens no interior da mata. Um dos integrantes do bando foi baleado. Clayton de Oliveira, 24, conhecido por “Carlota”, morreu ao dar entrada na Santa Casa. Segundo informações levantadas pela equipe do 3º DP, ele atuava como olheiro, controlando o acesso de pessoas no interior da mata. Para afugentar estranhos (e a polícia), sempre portava à cintura uma pistola semi-automática calibre 380. Morreu com a arma nas mãos. Informações apuradas pelo setor de inteligência da polícia, sinalizam que o “gerente” da mata é um jovem que lidera o PCC na região. Não há mandado de prisão contra ele. Algumas operações já foram desencadeadas na região da mata, inclusive com o apoio do helicóptero Águia, mas nada de relevante foi encontrado. A polícia não tem previsão de novas batidas para o local.

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