De dois anos pra cá, uma invasão de “Anas” atingiu Franca. Segundo levantamento feito pelo Comércio no 1º Cartório de Registro Cível de Franca, mais de 2 mil crianças receberam esse nome na cidade entre abril de 2005 e setembro deste ano. Já o nome de homem mais popular no período foi Daniel, com quase 1,5 mil registros.
Segundo a maior parte dos entrevistados - entre chefes de cartório e pais -, a escolha por Ana na hora de registrar seus filhos, geralmente, acontece por ser um nome fácil de escrever e de pronunciar. Motivos esses que levaram o impressor de off-set William Resende Ferreira, 24, registrar sua filha de Ana Lívia, 2. “Eu acho Ana um nome muito bonito e fácil de falar. Já vi muita Ana Maria, Ana Paula, mas Ana Lívia, achei diferente”, disse. Nesse período, foram registradas 12 “Anas Lívias” na cidade. Outro fato que também contribuiu na sua escolha foi a dificuldade que teve com seu próprio nome na infância. “Quando era criança, ninguém conseguia escrever meu nome, tinha que ficar soletrando. Até hoje eu me incomodo com isso”, disse William.
A mulher de William sugeriu dar o nome à filha de Maria Eduarda. “É um nome fácil também, mas Ana ainda é melhor”, defende.
Em segundo lugar no ranking dos nomes femininos mais comuns estão, justamente, as Marias. São mais de 1,8 mil registradas na cidade. Já entre os nomes masculinos, o vice-campeonato fica para os Tiagos, com pouco mais de 1080.
A universitária Ana Lúcia Costa Martins, 39, gosta do seu nome. “Nunca tive problema. É um nome tão fácil que até de trás para frente lê-se da mesma forma”, disse. O único problema é a quantidade de Anas que conhece. Suas duas vizinhas se chamam Ana também. “Uma vez, bateram em minha casa e perguntaram se morava uma Ana. Eu respondi que sim, mas na verdade não era eu”, lembra. Ainda segundo ela, uma Ana atrai a outra. Só na sua família, existem três pessoas com o nome Ana Lúcia Costa. “Minhas primas têm o mesmo nome e sobrenome. É uma loucura quando nos encontramos”, sorri.
O motivo de Ana ser um nome comum, para o escrevente Sebastião Luiz Júnior, é a facilidade da pronúncia e o tamanho. “É um nome simples e pode ser seguido de outro como sobrenome. Além de ser bíblico também”, explica.
E essa chuva de Anas não acaba por aí. Na creche Bom Pastor do Jardim Santa Bárbara, existem seis crianças, de dois a cinco anos, com esse mesmo nome. São 150 crianças no total. A coordenadora Rosângela Valério Coelho admite que às vezes confunde as “Aninhas”. “Preciso de chamar pelos dois primeiros nomes se não vêm todas elas de uma vez”, confessa.
Ah, só por curiosidade: segundo o site Significado dos Nomes (www.significadodosnomes.com), Ana significa “cheia de graça”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.