“A vítima se machucou muito. Ficou irreconhecível. Difícil até mesmo de precisar o sexo”. O relato é do sargento Mariano, da Polícia Rodoviária, e se refere a um homem atropelado e morto ontem à noite na Rodovia Cândido Portinari, ao lado do Franca Shopping. Após ser atingido por um Corsa, o corpo teria sido arrastado por outros veículos e ficou dilacerado. Foi a 18ª morte por atropelamento em Franca neste ano.
O acidente aconteceu às 19h15, horário em que a via recebia intenso fluxo de veículos. Um deles, era o Corsa Sedan chumbo dirigido pela sapateira FAS, 34. Grávida de três meses, ela seguia no sentido Amazonas/Galo Branco. Estava escuro. De repente, a vítima apareceu na sua frente. “Pelo que apuramos, o pedestre caminhava sobre a faixa de rolamento, no meio da pista. A condutora não teve tempo de frear”, contou Mariano.
O impacto estourou o pára-brisa do Corsa. A vítima foi jogada no asfalto e teria sido arrastada por outros carros que vinham logo atrás. O corpo foi parar a 50 metros de distância do ponto do atropelamento. Ao longo do trajeto, um rastro de ossos, massa encefálica e outros materiais humanos. “A vítima sofreu diversas fraturas expostas e dilaceramento da face. O impacto em si no veículo não causaria estes danos. Por isso, acreditamos que outros veículos tenham passado mesmo sobre o corpo e o arrastado, causando sua deterioração ao longo da via”.
Somente com a chegada dos peritos e dos agentes funerários, foi possível desvirar o corpo e constatar que a vítima era do sexo masculino. Ele não portava documentos. Trata-se de um homem negro, aparentando 50 anos e com barba por fazer. Vestia bermuda jeans e camisa rosa. O corpo foi removido pela Funerária Santa Bárbara e levado para o IML, onde ficou à disposição de familiares para reconhecimento.
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