Greve ameaça 100 mil correspondências


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Funcionários protestam na porta dos Correios de Franca
Funcionários protestam na porta dos Correios de Franca
Tumulto e revolta na porta dos Correios, ontem pela manhã, marcaram o primeiro dia de greve dos funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) em Franca. Parte dos funcionários dos dois Centros de Distribuição da cidade aderiu ao movimento e, com a greve, mais de 10 mil informativos comerciais e cartas simples não foram distribuídas aos seus destinatários nesta sexta-feira. De acordo com os manifestantes, 34 dos 120 carteiros de Franca pararam ontem. Se a paralisação for completa, cerca de 100 mil correspondências podem deixar de ser distribuídas na cidade, incluindo sedex, cartas registradas, urgentes, simples e impressos publicitários. Em todo o Brasil, pelo menos 6 milhões de correspondências não foram distribuídas. Ontem, cerca de 25 carteiros se reuniram e foram em um ônibus às 11h15 para Ribeirão Preto. Eles participaram de uma assembléia em frente à agência central de Correios da cidade, onde mais de 200 carteiros protestaram contra o piso salarial. “Não houve acordo”, disse o diretor do Sindicato dos Correios de Ribeirão Preto e região, João de Mello. E, por essa razão, os carteiros continuam em greve. O piso salarial de um carteiro é R$ 524. “Queremos reajuste de 100%, para R$ 1.089, e mais respeito. De todas as estatais, nosso salário é o mais baixo”, disse Adilson Manso, 28, que trabalha como entregador há cinco anos em Franca. A proposta dos Correios é de aumento de R$ 200 nos salários e reposição salarial de 47,77%, o que elevaria a remuneração para R$ 950 mensais. MAIS GREVE Parte dos professores da rede estadual em Franca aderiu à greve e participou de uma assembléia na Praça da Sé em São Paulo ontem pela manhã. De acordo com o diretor-regional da Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Luiz Gonzaga José, mais de 50 professores participaram da assembléia. Lá, eles se reuniram com mais de 20 mil professores de 92 municípios. Na cidade, nenhuma escola parou.

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