Como em toda mudança, muitos contratempos. A impressão do Comércio da Franca, realizada ontem, pela primeira vez, na nova máquina rotativa, teve problemas e, infelizmente, quem mais sofreu foram os leitores, que não tiveram os jornais pela manhã em casa. Em alguns casos, o periódico só chegou aos assinantes depois das 13 horas.
A queima de uma placa de software da máquina e uma pane elétrica na caixa de força atrasaram a impressão. A empresa, no entanto, já diagnosticou os problemas e está solucionando-os. Uma das iniciativas foi a utilização de um gerador de alta potência exclusivo para a máquina. A rotativa antiga não pôde ser usada por já estar desativada. Formatos e medidas diferentes impedem a migração automática de uma para a outra.
O trabalho de impressão, que começou às 20 horas da quinta-feira, só acabou ao meio-dia de ontem. Normalmente, ela se encerra às 4 horas. Já a distribuição, que geralmente vai das 5 horas às 8h30, ontem começou a ser feita às 9h30 e terminou apenas às 13 horas.
Como a entrega começou a ser feita quando durante o horário comercial, a entrega, que demora três horas e meia, ontem foi feita em quatro horas e meia. Houve também uma operação especial também para a entrega dos jornais nas cidades da região.
Geralmente elas são feitas por ônibus, mas ontem uma equipe de motoristas foi escalada exclusivamente para a entrega.
Os problemas ocorridos no primeiro dia de impressão serviram para mostrar o envolvimento da equipe de impressão e de encarte com os leitores. A equipe, formada por 17 pessoas, iniciou a jornada na quinta-feira às 20 horas e só saiu do jornal depois do meio-dia de ontem, quando todos os exemplares foram impressos. Ontem, às 20 horas, estavam prontos para imprimir as páginas de hoje.
Para Corrêa Neves Júnior, diretor-responsável pelo Grupo Corrêa Neves, os ganhos, no médio prazo, compensam os problemas. “Pedimos desculpas, mas constatamos que a máquina é eficiente e que o leitor, após os ajustes, será beneficiado”.
Quem também sofreu foram as atendentes de assinatura, que registraram centenas de ligações pedindo explicações sobre o atraso. A gerente do setor, Lidiane Xavier, explica que a maioria dos assinantes entendeu a situação. Ela ressalta, no entanto, que os problemas foram gerados na tentativa de oferecer melhor qualidade. “Toda mudança gera um certo desconforto, mas tudo isso é para que haja uma melhora, para que o jornal chegue o mais cedo possível na casa do leitor. Tudo isso para oferecer um produto melhor”.
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