O dia 14 de setembro marca uma nova etapa na vida do casal Edson Faleiros e Fabíola Borges. A partir desta data, eles deixam de se preocupar com o aluguel e passam a investir no financiamento da casa própria. O casal é um dos 160 contemplados com um apartamento no Conjunto Habitacional “Antônio de Pádua Lima”, construído pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) na Chácara São Paulo. Eles receberam a chave do imóvel ontem.
A entrega das moradias não foi o único evento que movimentou a cidade na sexta-feira. No início da tarde, o governo do Estado inaugurou em Franca a unidade da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), antiga Febem, construída no City Petrópolis para abrigar 56 adolescentes infratores.
As moradias foram entregues pela manhã em cerimônia marcada pela ansiedade e emoção. As primeiras dez famílias receberam as chaves das mãos do secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Lair Krähenbühl, do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e do deputado estadual Gilson de Souza (DEM).
Edson Faleiros e Fabíola Borges não escondiam a felicidade de conquistar a casa própria. Eles são casados há quatro anos e não têm filhos. Pagavam R$ 300 de aluguel e, com o financiamento pela CDHU, passarão a gastar R$ 166 por mês com moradia. Livres do aluguel, podem planejar a chegada do primeiro filho. “Agora, tudo fica mais fácil. Estamos investindo no que é nosso. Podemos até pensar no bebê”, disse Fabíola.
Os imóveis entregues pela CDHU contam com dois dormitórios, sala, cozinha e área de serviço. São avaliados em R$ 40 mil cada e deverão ser pagos pelos mutuários em 25 anos, com prestações populares calculadas de acordo com a renda familiar. A prestação mínima é de R$ 57.
MORADIAS MODERNAS
O secretário da Habitação, Lair Krähenbühl, disse ontem, durante coletiva à imprensa, que os próximos empreendimentos a serem construídos pela CDHU terão uma nova e moderna estrutura.
Contarão com três dormitórios, acabamento em azulejo nos banheiros e cozinha, muro e aquecedor solar. O secretário afirmou que o investimento será do governo do Estado e não influenciará nos valores pagos pelas famílias que necessitam da moradia. “Elas continuarão pagando prestações que serão calculadas de acordo com o rendimento familiar”, garantiu.
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