Ser ou não ser, continua sendo a questão...


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Na China os corruptos são condenados à morte, no Japão muitos se suicidam, no Brasil mentem, não convencem e seguem seu caminho com os bolsos recheados, mostrando que a corrupção é uma opção de vida e um crime que compensa. Os que passam outros para trás são considerados heróis, e os otários continuam gastando tempo com causas perdidas. Ser otário hoje é ter que testemunhar injustiças cruéis e demais tragédias do cotidiano, e ter como resposta gestos obscenos por parte dos responsáveis, que comemoram um laudo tendencioso, livrando-lhes a cara e o bolso. Heróis passam a ser os que aliciam crianças e adolescentes para a prostituição, os que exploram mulheres, os adúlteros e ladrões que são mostrados com incrível glamour nas novelas de TV. Otários, em contraposição, são aqueles que se dedicam a recuperação de dependentes químicos, enquanto a droga circula na baixa ou alta sociedade, oferecida em bandejas de prata ou de lata. Otário é quem tenta explicar a conveniência do horário estipulado pelos pais para chegarem em casa, quando amiguinhos e amiguinhas, a partir de 10 anos já tomaram seu primeiro porre e tiveram sua primeira experiência sexual. Otário é conseguir entregar na delegacia o dinheiro encontrado por acaso na rua, devolver troco errado, a bonequinha ‘emprestada’ da amiguinha ou o lápis do coleguinha. Otários são os que não concordam com os cínicos heróis, que se tornam criminosos e ainda tem fórum privilegiado e demais regalias, dos decursos de prazo, tudo arquitetado de forma demoníaca. Conhecimento e poder dão maior requinte e periculosidade aos crimes. O circo montado e o cinismo se configuram em cenários ideais para a interpretação perfeita de atores sociais, agentes públicos, sob ‘velha nova direção’ de hábeis, talentosos e caresimos profissionais advogados, de fazer inveja a Fellinis e Rosselinis. No entanto, é de um exército desses otários que a humanidade necessita, em contraposição aos heróis da modernidade, da vantagem em tudo. Um exército de livres, sobretudo na política, é preciso e é possível. Políticos otários que resistam corajosamente e criem forças para remar contra essa maré de lama. No entanto, por não negociarem sua liberdade, ao contrário dos corruptos, muitas vezes não recebem do povo o referendum, autorização para continuar lutando contra essa cultura abominável do toma-lá-dá-cá, propriedade de escravo. Existem muitos e muitos otários que são recrutados por causa de suas vontades em mudar o Brasil. Franca é exemplo através de seu povo generoso, homens e mulheres de bem, que precisam continuar arriscando, mesmo que incompreendidos pela sociedade e até pela própria família em razão de suas opções. Gente que continua, apesar dos pesares, professando uma irremediável crença na vida, na justiça e no amor. UNIÃO, HAJA FORÇA! As entidades assistenciais realmente são como Fênix, que quando incendiadas, podem renascer das cinzas. A Apae Franca reúne forças e monta a sua tradicional Festa Di San Genaro, em sua sede. Saiu do Franca Shopping, depois de tantos anos. Os motivos, provavelmente, algumas mazelas que causaram o incêndio, alguém deve ter queimado o filme, e os fósforos não são da entidade! Onde tem fósforos, tem fogo! Mostra a Apae nesta oportunidade, a sua casa, que abriga em suas escolas-ambulatório de especialidades e oficinas para quase 1000 crianças e jovens. Vai ficar bonita, cada um dando uma mãozinha. Vai ficar bonita, com cara de forno a lenha e som de cristal. Festa diferente com sabor de união, com pizza e macarrão. Haja renascimento! BOI DA CARA PRETA! “...pega o Bolsa Família, que tem medo de careta” que os políticos estão fazendo. Parlamentares num rasgo de coerência podem votar contra a manutenção do CPMF. Histórias para boi dormir, como essa de cortes nas políticas sociais, são contadas para extrair do Congresso Nacional a aprovação do repudiado (CPMF). Eternizar este imposto que não nasceu para ser eterno e muito menos cumpriu seus fins sociais na saúde? Imagino que, metade desse valor pode cobrir os gastos com novas contratações feitas pelo governo federal, a outra metade vai para o ralo, de novo. Tem ONG abrindo aí!!! Tem ONG abrindo aí!!! CASSADINHO, CASSADÃO! Viu no que deu? ‘Não deu para segurar essa. Foi bravo, sem lenço sem documento, sem emprego, sem cargo. E agora José? A delinqüência constitui fato sociológico ao contrário da criminalidade que é uma categoria jurídica. Dizem os estudiosos que juntos configuram comportamento moral assim como a doença está para o comportamento físico conforme dizia Lombroso em 1900. Mudou alguma coisa? PARA OS AMANTES! Quem ama o dinheiro nunca está farto, quem ama a abundância, nunca tem vantagem. Isso também é vaidade. Onde aumentam os bens aumentam aqueles que o devoram; que vantagem tem o dono, a não ser ficar olhando? (Eclesiastes 5,9-10.) Adivinhem quem é o dono que está olhando chupando o dedo, pagando a conta e ainda morando muito longe mesmo!

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