Caíram como uma verdadeira bomba na família de Luciene de Jesus as declarações prestadas à polícia pelo motorista Ulisses Pereira Geraldo, acusado (e autor confesso) de matar a mulher na madrugada de terça-feira no Jardim São Luiz II. Para familiares da vítima, Ulisses está sendo covarde ao tentar desviar o foco do crime difamando a mulher.
Em depoimento à polícia, Ulisses alegou ter matado a companheira após descobrir que ela o estava traindo. Na versão do acusado, Luciene, durante momento íntimo na noite do crime, teria pronunciado o nome de um suposto amante. “É fácil acusar uma pessoa que não tem como se defender. Na versão dele, minha irmã está sendo a vilã e não a vítima. Como outra irmã já disse, ela não está aqui pra se defender, então morto não fala, não é”, disse Maria Aparecida de Jesus, moradora em Igarapava, irmã da vítima.
A revolta é nitidamente notada nas declarações da família de Luciene. “Segundo o que ele falou na polícia, minha irmã é uma monstra (sic). Ela sempre foi muito honesta e trabalhadora. No começo do relacionamento, ela o amava. Tudo mudou, quando depois da primeira briga o Ulisses queimou as roupas dela e a agrediu.
Isso que ele está fazendo não é justo”, disse, revoltada, Marina de Jesus, outra irmã da vítima.
Nos três anos em que Luciene conviveu com Ulisses, segundo a família da vítima, aconteceram algumas brigas e, nos últimos meses, o motorista não aceitava a idéia da separação. “Pior que tudo isso é ver ele ficar livre como se nada tivesse acontecido”, completa Maria Aparecida. Ulisses não teve a prisão preventiva decretada pela Justiça por não ter sido preso em flagrante.
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