Há um ano e sete meses, Alessandro Rizati, 18, o irmão Adriano,25, e os pais passaram a fazer parte do Provita (Programa Estadual de Proteção às Testemunhas). A família havia presenciado uma tentativa de homicídio na casa em que morava em São Paulo e vinha sendo ameaçada. Depois de ficarem uma semana na praia por conta do Estado, mudaram-se para Franca no começo do ano e alugaram uma casa no Bairro Santa Cruz. Recebiam acompanhamento e uma ajuda de custo de R$ 1 mil por mês (para toda a família) da Secretaria de Justiça. Alessandro e o irmão foram presos ontem. Segundo a Polícia Civil, estariam envolvidos com o tráfico de drogas.
Antes de ser preso, Alessandro havia sido vítima de tentativa de homicídio em Franca. No dia 10 de junho, um domingo, ele conversava com um amigo no portão de sua casa quando dois motoqueiros passaram e atiraram em sua direção. Atingido na perna, passou dois dias internado na Santa Casa. A polícia acredita que uma briga pelo ponto de tráfico de drogas tenha motivado o crime.
Logo após receber alta, Alessandro e os familiares saíram de Franca às pressas e voltaram para São Paulo. Investigações realizadas pela Polícia Civil comprovaram que os dois irmãos haviam se juntado a outras quatro pessoas para vender crack, cocaína e maconha em Franca e cidades da região. “Com base nas provas juntadas no inquérito policial, conseguimos a prisão temporária de todos os seis envolvidos”, contou o delegado Pedro Luiz Dallaqua.
No dia 10 de agosto, os agentes da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpe-centes) prenderam quatro integrantes da quadrilha. Diego César Souza, 20, Douglas Alves Lima, 20, Daiane Cristina de Lima, 21, e Leonardo Ribeiro Inácio, 19, foram acusados de distribuir as drogas trazidas pelos irmãos. A negociação havia sido interceptada por escutas telefônicas.
Para desmantelar o bando, faltava mandar os dois irmãos para a cadeia. Na manhã de ontem, Alessandro foi à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) em São Paulo.
Seria ouvido como vítima na tentativa de homicídio sofrida em Franca. Ele não sabia, mas o delegado Márcio Murari, o investigador Dênis e a escrivã Lara estavam na capital com o mandado de prisão pelo envolvimento com o tráfico. “Após o depoimento, cumprimos o nosso dever de ofício e efetuamos sua prisão. Ficou comprovado pela Dise que ele estava vendendo drogas na região. Não podemos dar detalhes, mas era mesmo um beneficiário do programa de proteção à testemunha e, agora, deverá ser expulso”, afirmou o delegado Wanir José da Silveira Júnior. O irmão de Alessandro também já está na cadeia.
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