Nenhum servidor na estrutura da Câmara teve uma ascensão salarial como os assessores dos vereadores. Até 5 de dezembro de 2001, quando os pagamentos eram feitos pelos próprios parlamentares, com verbas próprias, muitos ganhavam salário mínimo, à época R$ 180. Hoje, passados seis anos, os vencimentos chegam a R$ 1,9 mil, um crescimento que beira os 1000%.
Procurados para comentar o assunto, os vereadores mais antigos da Casa, que acompanharam a escalada, ou não foram encontrados (caso de Gilson Pelizaro, do PT, e Jepy Pereira, do PSDB) ou não quiseram comentar o assunto, como Luiz Carlos Fernandes (PDT).
Consultado pelo Comércio, ele preferiu não opinar. “Não estou querendo entrar em briga com o doutor Joaquim. Não quero falar sobre isso. Acho que ele é que deve responder sobre isso”.
Na Câmara Munici-pal, o assunto é tratado com discrição. Ninguém fala abertamente, mas os comentários correm. Um dos funcionários mais antigos da Casa, sob anonimato, caracterizou a escalada-relâmpago como vergonhosa. “É muito fácil fazer caridade com dinheiro dos outros. Eles ganhavam um salário (mínimo) e, de repente, recebem metade do salário de vereador”, disse. “Muitos nem vêm à Câmara”.
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