Uma fábrica de bonecas e sonhos


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A diretora do Caic (Centro de Atendimento Integrado à Criança), Ligia Carrijo, e a assistente social do projeto, Rita Quirino (à frente), com as participantes da fábrica de bonecas. Grupo quer aumentar as vendas e a produ&ccedi
A diretora do Caic (Centro de Atendimento Integrado à Criança), Ligia Carrijo, e a assistente social do projeto, Rita Quirino (à frente), com as participantes da fábrica de bonecas. Grupo quer aumentar as vendas e a produ&ccedi
A sala é pequena, cheia de caixas e pastas organizadas em prateleiras para facilitar o trabalho na hora de encontrar um material. Na porta, um cartaz identifica que ali dentro existem “Bonecas e Sonhos”, inclusive, essa é a marca oficial do projeto Criando Bonecas e Construindo o Futuro”. Desenvolvido há quatro anos, ele é formado por um grupo de 11 mães do Caic (Centro de Atendimento Integral à Criança), no City Petrópolis, em Franca, e funciona como uma verdadeira fábrica. No Centro, elas passam 40 horas semanais e confeccionam, de maneira artesanal, 65 diferentes modelos de bonecas e ainda enfeites de clipes, peso de porta, capa de caderno, porta-celular, chaveiros, ímãs, estojos e marcador de página. Elas ainda fabricam famílias inteiras e até boneca que dá à luz e amamenta. Rita Querino, assistente social do projeto, disse que a idéia surgiu em 2003. Muitas mães de alunos estavam desempregadas e precisavam encontrar uma fonte alternativa de renda. Investiram nas bonecas. “Procuramos apoio no Fundo Social do município e nos deram uma oficina de artesanato aberta a toda a comunidade. Um grupo de quatro mães foi mais a fundo e começou a confeccionar as bonecas para venda”. Quatro anos depois, a produção saltou de 15 peças diárias para uma média de 250, entre pequenas e grandes de diversos formatos. A organização e o avanço no processo também melhoraram. Hoje o trabalho é dividido conforme a habilidade de cada uma das mães. Uma costura, outra pinta, outra corta, faz o enchimento, etc. A ex-sapateira Beatriz Oliveira, 36, por exemplo, é a cabeleireira de todas as bonecas. “Fica mais fácil trabalhar assim e a gente fica mais perfeccionista”. As mães do Caic, como são mais conhecidas, conseguem produzir seis modelos diferentes ao mesmo tempo. As peças custam de R$ 0,60, no caso dos clipes, a R$ 95, preço dado a uma boneca de um metro de altura. Apesar de não terem curso na área, as mães se mostram empreendedoras e querem aumentar as vendas. Sonham ainda com uma sede própria (a fábrica hoje funciona dentro do Caic) e com a formação de uma cooperativa. “Na primeira divisão de rendas, ganhamos R$ 60 cada, a média atual é de R$ 250, mas queremos ampliar para um salário mínimo”, disse Silmara de Oliveira, coordenadora do projeto. Criatividade e força de vontade não faltam ao grupo. Com o apoio da direção da escola, elas promovem exposições e participam de inúmeros eventos na cidade. O último foi o Hallel, onde estiveram presentes com uma barraca, e a próxima empreitada é uma exposição no Fórum Sócio-Juridíco e Simpósio de Serviço Social da Unesp, que será realizado de 17 a 19 de setembro. “Queremos divulgar o nosso trabalho tendo em vista o Dia das Crianças e o Natal. Estamos estruturadas para produzir até 500 peças por dia”, adiantou Silmara.

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