O jornalismo existe


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No coquetel oferecido após palestra dose dupla, dos jornalistas Corrêa Neves Júnior e professor Carlos Alberto Di Franco, já nos primeiros minutos de um novo dia que prometia (em mais algumas horas aconteceria a magnífica festa de inauguração da nova sede do Comércio e Difusora) fiz uma pergunta ao brilhante professor – sobre o que seria do mundo sem o jornalismo – e ele, de pronto, voz calma e cadenciada, sentenciou: “seria muito chato”. Foram somente três palavras, mas suficientes para causar inquietação pela busca da mais pura compreensão do que poderia ser um mundo “muito chato”. Tentei imaginar o mundo (Franca e região) sem a imprensa e seus animais jornalistas, sem aquele batalhão de pessoas que nos bastidores trabalham apaixonadamente para que logo de manhãzinha possamos encarar o novo dia, descer para arena da vida com a informação esclarecedora dos fatos que escrevem a nossa história. Pensar o mundo sem informação foi frustrante, encontra-se um vazio imenso no tempo e no espaço. Lacuna de treva que remete à sensação de cegueira desesperante que alimenta a ignorância inimiga da liberdade. O professor Di Franco, ao dizer que o mundo “seria muito chato” sem o jornalismo, tinha toda razão. A humanidade ver-se-ia encerrada na mais profunda mediocridade existencial que levaria ao enfado da alma, desnorteando o curso da razão, pela qual uma sociedade se equilibra e compõe-se. Mais tarde, num outro cenário, no da festa, continuei com as minhas reflexões sobre esse fenômeno, poder, ciência, sacerdócio, alto, largo, profundo – objeto de investigação que é o “jornalismo”. Acomodado na mesa de honra, ainda com as pernas bambas e um pouco taquicárdico pela honraria de compô-la, tendo ao meu lado pessoas ilustres e a minha frente gente bonita que ali estava para comemorar com a família Comércio da Franca o marco histórico dos 92 anos, a inauguração da casa nova e o acionamento da moderna impressora, senti-me, passado o desconforto inicial, como se protegido, guardado por algo. A conclusão bateu: a imprensa existe, o jornalismo existe, a torre de vigia está posta, nossa população está segura pois a informação jamais faltará. Essa nossa guardiã dos princípios éticos e morais está atenta a tudo e a todos! Aquele evento representou a resposta - significou o encontro da parte que informa e daquela que é informada - num relacionamento em que ambos se dependem... Uma festa linda, podia-se ver no semblante dos profissionais do Comércio da Franca e da rádio Difusora um ar de conquista por terem acreditado e sonhado juntos um mesmo sonho, o da família Corrêa Neves, de espírito empreendedor e obstinado no que seria – e será! – o início de uma nova era jornalística que haverá de revolucionar a tudo, a todos. Quero dizer que o barco está muito bem comandado, legado em mãos preparadas e, lembrar do grande mestre e capitão Corrêa Neves, ele que pelo convívio e de seus ensinos deixou pedaços seus em muitas pessoas, imortalizando-se nos que o conheceram e com ele privaram. Deus abençoe a família Comércio da Franca e rádio Difusora! RICARDO VERÍSSIMO JÚNIOR é funcionário público e integra o Conselho de Leitores do Comércio.

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