Perícia médica no INSS acaba na delegacia


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O que era para ser um simples exame de perícia da agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) acabou virando um caso de polícia. A auxiliar de produção APP, 25, foi ontem à agência para fazer o exame que a afastaria de suas funções por causa de depressão e Síndrome do Pânico. Ao ser avaliada pela médica perita Roberta de Souza Portero, teve seu pedido negado. Aí começou a confusão. De acordo com o boletim de ocorrência, APP teria perdido a paciência e agredido verbalmente não só a médica como a chefe da agência, Célia Sebastiana de Souza Visconde. Segundo Célia, ela e a colega foram chamadas de “piranha” e APP teria dito que ambas “estavam sentadas, engordando a bunda”. Após as ofensas, as servidoras chamaram a polícia e registraram queixa. APP admitiu ter ficado exaltada e que, de fato, gritou com as funcionárias do INSS, mas não assumiu as ofensas. Célia diz que tenta o afastamento desde janeiro, quando deixou de trabalhar, já tendo passado por seis vezes por médicos peritos do INSS. Com isso, ela estaria desde abril sem receber. Ainda de acordo com APP, dois outros médicos, um particular e outro da empresa, já atestaram a necessidade de afastamento. APP foi liberada ontem mesmo da delegacia, mas deverá comparecer à Justiça sempre que notificada. Ela responderá por desacato, crime que prevê detenção de seis meses a dois anos.

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