‘Estávamos transando e ela falou: Vai Juninho’


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O homem que confessou ter matado a mulher por ciúmes não falou com a imprensa. À polícia, em depoimento assinado e acompanhado pelo pai dele e por um advogado, contou detalhes sobre o crime. Ulisses alegou ter sido alertado anteriormente por amigos que, durante sua ausência, Luciene deixava os três filhos na casa de uma colega para se divertir em bailes. No domingo, um conhecido teria dito que a mulher o traía. Depois, a filha de 8 anos de Luciene teria visto a mãe beijar um rapaz. Ainda no domingo, o casal se divertiu no clube da Francana. Eles tomaram sorvete com a menina e, depois, foram a um pagode. Na segunda-feira, às 7h30, Luciene teria recebido uma ligação em seu celular e saído de casa. Voltou às 12h30 para almoçar e saiu novamente. Só retornou à noite. Ouviu do marido que, se quisesse ir embora, poderia ir. Começaram a discutir. Com a confusão, Ulisses saiu de casa e retornou às 23 horas. Foi direto tomar banho. Ainda segundo sua versão, Luciene teria ido atrás e pedido desculpas. “Ela disse que tínhamos que conversar, que os outros estavam fazendo fofocas”. Ulisses e Luciene se despiram e começaram uma tórrida relação sexual no banheiro. “Em determinado momento, ela disse: ‘vai Juninho’. Perguntei quem era Juninho e fui para o quarto me trocar”. A mulher o teria seguido. “Ela falou que eu era frouxo e que não fazia amor gostoso como o Juninho. Tentei sair do quarto e ela não deixou. Dei um empurrão e ela caiu. Segurei o pescoço dela com a mão esquerda e comecei a apertar. Quando dei por mim, ela sangrava e tremia”. Ao constatar que a mulher estava morta, empurrou-a para debaixo da cama. Alega ter tomado tal atitude para que a filha de 2 anos não visse a mãe morta. “Não queria matar. Gostava muito dela e só matei porque fiquei enciumado ao ouvir o nome desse tal Juninho, que não sei quem é”.

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