Mercado em queda: pitbull mais barato que vira-lata


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Quem quer vender ou se livrar do pitbull, certamente encontrará muitas dificuldades. Célia Fiot, voluntária da ONG Cão que Mia, disse que os animais, mesmo filhotes, estão sendo abandonados nas ruas e, não há quem queira. “Outro dia encontramos um amarrado em frente à ONG. Por sorte conseguimos uma pessoa que o adotou”. Eliana (que não quis revelar o sobrenome) tentou por duas semanas vender seu pitbull de três meses pelo valor de R$ 50. Colocou anúncio no jornal, em clínicas, mas não conseguiu. “Por fim, doei o animal, mas também não foi fácil”, disse. Eliana e Célia encontraram pessoas que queriam o animal, mas na maioria das vezes, o cão pára nas ruas. O preço médio de um pitbull em Franca, no início do ano passado, variava de R$ 150 a R$ 300. Esse abandono indiscriminado de cães da raça pitbull levou as autoridades de Belo Horizonte (MG) a obrigar que os donos de cães implantem microchips eletrônicos nos animais. O chip, do tamanho de um grão de arroz, guarda informações sobre o responsável legal pelo animal, além de dados como local de nascimento do pitbull, histórico de cirurgias e vacinas. Em Franca, a colocação de microchips em cães já é feita em várias clínicas veterinárias, mas, por não ser uma obrigatoriedade, a procura é muito baixa. “Geralmente quem nos procura são pessoas que vão viajar para o exterior e precisam implantar o chip no animal”, disse Valquíria de Souza, da Clínica Vethos. A colocação do chip custa, em média, R$ 40. Em BH, a prefeitura está implantando gratuitamente.

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