Houve um tempo em que se atribuía as dificuldades dos trabalhadores às famílias numerosas e, com base nesse raciocínio, homens do governo, das universidades e da mídia recomendavam que se restringissem os nascimentos. Vieram as ligaduras nas mulheres, a vasectomia para os homens, a distribuição de pílulas anticoncepcionais, os preservativos, a propaganda indiscriminada de combate à vida.
A taxa de natalidade caiu, o País cresceu chegando a ser a oitava economia mundial, mas a distância entre ricos e pobres aumentou; a pobreza e a miséria cresceram em índices ainda mais alarmantes. O tempo se encarregou de mostrar que a origem das dificuldades do povo não está só na fecundidade das famílias; está principalmente no enriquecimento a qualquer custo, na perda dos valores morais; na sede insaciável de riqueza, sobretudo de quem vê na religião, na política e no governo meios para o enriquecimento ilícito.
Ela está no cidadão que perdeu a dimensão do eterno, do divino; nas pessoas obcecadas pelo acúmulo de bens, que se esqueceram que Deus criou o mundo para todos, e não em benefício de uma minoria, a qual se julga no direito de usufruir dele com exclusividade.
A miséria fez aflorar grupos de oportunistas, de paletó e gravata, que se têm aproveitado da esperança de um segmento da população, para infundir em sua consciência a idéia de que é possível esperar por Cristo de barriga vazia. A miséria fez prosperar um grupo de políticos, cuja ação se confunde com a de bandidos. Abusando do sentimento de esperança do brasileiro, sempre pronto a acreditar que o dia de amanhã será melhor que o de hoje, eles vêem transformando a política - arte do bem comum - em arte de roubar.
Pródigo em esperança, mas farto de ser enganado, o povo sente saudades de mulheres e homens que marcaram sua passagem pelo mundo com o que falta naqueles: generosidade. Nós, francanos, brasileiros, estamos fartos de teorias como a de atribuir as dificuldades às famílias numerosas. Precisamos isto sim, de pessoas desprovidas de egoísmo e sentimentos de riqueza, para mudar a realidade social. E da disposição do povo em participar da política, pois só ela tem o poder de mudar essa realidade que choca o mundo civilizado. Somente ela pode acabar com a miséria, indústria da riqueza de uns e sofrimento de muitos.
E AGORA?
Pois é. Querem reduzir a maioridade penal para acabar com a violência.
O que as pessoas não perceberam é que existem vários tipos de violência e uma delas é no trânsito. Em Franca, as estatísticas são assustadoras.
Agora, jovens poderão tirar mais cedo a carteira de motorista caso seja aprovada a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
O projeto passou em abril pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e está na pauta de votação em plenário da Casa.
O Departamento Nacional de Trânsito admite que, com a redução da maioridade penal, a idade mínima para dirigir passa dos atuais 18 para 16 anos.
POSITIVO
O Teatro Municipal ‘José Cyrino Goulart’ abre suas portas nesta quinta-feira às 20 horas para a realização da oitava edição do Festival de Dança de Franca e região. O evento terá a participação de bailarinos, grupos e escolas de dança do interior e São Paulo, Capital e sul de Minas Gerais.
Entre as cidades participantes estão confirmados: Franca, Uberlândia, Uberaba, Orlândia, Ribeirão Preto, Passos, São Sebastião do Paraíso, São Paulo, Araxá, São Carlos, Rio Claro, entre outras. A entrada será um litro de leite longa vida, que será destinado para o Fundo Social de Solidariedade do município. Uma boa oportunidade para ver de perto os talentos dessa arte mostrando suas habilidades.
NEGATIVO
Quero registrar o meu protesto contra a falta de proteção das autoridades aos poucos animais que ainda restam prestando serviço à sociedade.
Vez por outra, meio dia, sol causticante, asfalto super aquecido, encontramos animais atrelados a carroças nas ruas de Franca, conduzindo pesadas cargas e, como se não bastasse, o seu dono montado, dando-lhe ordens de comando seguidas de chicotadas.
Trata-se de um ato de selvageria indigno de ser visto por quem sabe o que é amor. Está na hora das autoridades competentes adotarem providências; ao menos uma campanha educativa objetivando esclarecer aos que lidam com estes animais que os bichos também merecem respeito e têm uma vida que precisa ser preservada. Será que a crueldade desta gente não lhes dói a consciência?
CANTARES
Recebi do amigo escritor Walter Peres Chimello, devidamente autografado, o livro Cantares - prosa e poesia, lançado recentemente pela Academia Francana de Letras. Frenesi, uma de suas poesias editadas, tem uma dedicatória a este colunista.
O livro traz grandes nomes da literatura francana, como Sônia Machiavelli Corrêa Neves, Alfredo Palermo, Eny Mendonça de Miranda, Luciene Garcia, Thereza Ricci, Luiz Cruz de Oliveira, entre outros.
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