Uma discussão entre Marcelo Mambrini (PMN) e Joaquim Pereira Ribeiro (PSB) em torno de quem pagou mais horas extras ou quem administrou melhor o dinheiro da Câmara, em suas respectivas gestões na presidência, monopolizou boa parte da sessão de ontem. De um lado, Mambrini diz ter acabado com as horas extras durante sua administração, no ano passado. Do outro, Ribeiro, atual presidente, afirma que reduziu, de forma geral, os gastos de seu antecessor.
O embate começou quando Mambrini subiu à tribuna e “cutucou” Joaquim, alegando que diretores e chefes do Legislativo, donos de altos salários, têm feito horas extras constantemente nas últimas sessões. O peessebista, então, indignou-se e apresentou estatísticas comparativas de despesas da Câmara desde 2005. “Nós reduzimos os gastos da Casa em 24%. Temos total respeito com o dinheiro público”, disse Joaquim.
De acordo com os números apresentados pelo presidente, entre janeiro e agosto de 2005, sob a presidência de Luiz Carlos Fernandes (PDT), a Câmara gastou R$ 84,2 mil. Na gestão seguinte, de Mambrini, considerado o mesmo período, as horas extras custaram R$ 101,3 mil. Já na atual administração, a dele próprio, o valor foi reduzido para R$ 12,3 mil.
Mambrini não concorda com os valores e promete protocolar um requerimento pedindo detalhamento dos números de Joaquim. “Eu cortei as horas extras no ano passado depois de muitos anos e, agora, o presidente retomou os pagamentos (...) Esses dados foram manipulados”, disse o vereador.
Joaquim, por sua vez, nega que haja “maquiagem” nas informações. “Não há nada disso. Os números estão à disposição dos vereadores que quiserem consultá-los”, disse.
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