Mulher é morta e escondida embaixo da cama


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A sapateira Luciene de Jesus foi encontrada morta debaixo da cama. Irmã da vítima acredita que o autor seja o marido dela, que fugiu
A sapateira Luciene de Jesus foi encontrada morta debaixo da cama. Irmã da vítima acredita que o autor seja o marido dela, que fugiu
A casa simples de três cômodos nos fundos de um imóvel na Rua Oswaldo Borges Freitas, Jardim São Luiz II, protagonizou cenas de um crime bárbaro. Segundo a polícia, os ciúmes de um homem o levou a matar a mulher e esconder seu corpo debaixo de uma cama de solteiro. A informação é ainda mais aterrorizante: a polícia acredita que a vítima teria sido morta e arrastada diante da filha de 2 anos. Foi o choro da garota que denunciou o assassinato da mãe. Madrugada de terça-feira. O choro acordou o sapateiro Divino Salvador Antônio Geraldo. Na residência do fundo moram os personagens da tragédia: o filho do sapateiro, de 22 anos, sua nora, a sapateira Luciene de Jesus, 28, e a filha do casal. Divino saiu para ver os motivos do choro da neta e encontrou o corpo de Luciene. “Quando entrei na casa, a minha neta estava no quarto toda molhada de xixi. Achei estranho e fui no outro quarto para ver se tinha alguém. Foi aí que vi a Luciene debaixo da cama”, disse o sapateiro. Luciene de Jesus estava nua e enrolada num cobertor debaixo da cama. No quarto, que estava revirado, com roupas espalhadas pela cama, não havia evidências de uma luta, mas a vítima apresentava um pequeno sangramento no nariz e na boca. A polícia acredita que o assassino matou a mulher na frente da criança. Depois de morta, a vítima foi enrolada no cobertor e levada para quarto ao lado, onde foi colocada debaixo da cama. As suspeitas do assassinato caíram todas em cima do marido da vítima, foragido desde que o corpo foi encontrado. “Eles brigavam muito, mas não ao ponto de agredirem um ao outro. Meu filho estava morando com ela há cerca de três anos. Ele tinha muito ciúme da Luciene. Ela queria separar dele”, disse Divino. O corpo de Luciene foi levado para ser necropsiado. A polícia levantou várias hipóteses sobre a morte da sapateira, uma delas a de envenenamento. O resultado deve sair em 30 dias. “O médico legista fez a necropsia e apurou que a mulher morreu asfixiada. Pode ser por enforcamento ou até mesmo com um travesseiro. As vísceras foram retiradas para serem analisadas em laboratório, devido a suspeita de envenenamento”, disse o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O corpo de Luciene foi levado para Igarapava, onde está sendo velado desde ontem. O sepultamento acontece na manhã de hoje no Cemitério Municipal da cidade.

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