Brigas marcavam relacionamento do casal


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Os três anos de convivência de Luciene de Jesus com o marido, principal suspeito do crime, foram marcados por brigas motivadas por ciúmes. Para Marina de Jesus, irmã da vítima, o seu cunhado seria mesmo o autor do crime. Segundo ela, na semana passada, a irmã pretendia visitar a família, que mora na cidade de Igarapava, mas o marido não deixou. Ela disse que o motorista chegou ameaçar sua irmã de morte. Comércio da Franca - O marido dela teria motivos para matá-la? Marina de Jesus - Acho que sim. Eles brigavam muito. Comércio - Ela já foi agredida pelo marido? Marina - Faz algum tempo, ele queimou as roupas dela numa briga. Meu cunhado já bateu nela uma vez. Comércio - Ele já havia ameaçado de morte sua irmã? Marina - Minha outra irmã que mora em Igarapava disse que, na semana passada, ele teria ameaçado a Lu. Ela queria ir para Igarapava, mas ele escondeu o dinheiro e dormiu com cadarço de sapato na mão dizendo que ia matá-la. Comércio - Ela falava em separação? Marina - Falava. Uma vez ela tentou largar dele, mas ele disse que iria se matar. De fato, ele tentou suicídio duas vezes. Minha irmã, talvez com medo de que algo pudesse acontecer com o marido, desistiu da ideia. Comércio - Sua irmã saía muito de casa? Marina - Ela era alegre, gostava de festa, de dançar, trabalhava muito, mas era feliz apesar das brigas. Comércio - Havia motivos para o marido dela ter ciúmes a ponto de matá-la? Marina - Não sei. O ser humano é capaz de tudo. Minha irmã já foi casada, mas não tinha nada com o ex-marido, a não ser os dois filhos, uma menina de 8 anos e um menino 9 anos. É lamentável. Agora as crianças estão sem a mãe. Imagine só como estão estes meninos. Comércio - O que vocês esperam agora? Marina - Justiça. A justiça dos homens pode até falhar, mas a de Deus não falha. Ele vai ter que pagar pelo crime que cometeu. Minha irmã não merecia um fim deste.

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