Na linha de fogo do mercado financeiro internacional, após a crise do “subprime”, as agências de risco estão em um trabalho ingente para informar sobre o que é o tal mercado, e qual o seu papel na avaliação de risco.
O relatório Securitizações de Hipotecas Residenciais ‘Suprime’: Perguntas Freqüentes da Moody’s traz um bom histórico para entender o tema.
Nesse mercado, a primeira etapa consiste em transformar empréstimos hipotecários “subprime” (isto é, com baixas garantias) em títulos de dívida, que podem ser negociados no mercado. Esses papéis também são conhecidos como “títulos lastreados em hipotecas” (ou MBS, do inglês “mortgage-backed securities”) e “títulos lastreados em ativos” (ou ABS, do inglês “asset-backed securities”).
Em 2006, segundo a Associação dos Bancos Hipotecários dos EUA, de um total de US $ 2,5 trilhões em hipotecas, cerca de US$ 1,9 trilhão foi securitizado através de MBS. Desses, cerca de 25% (US$ 520 bilhões) foram classificados como “subprime”.
O processo de securitização é padrão. A instituição financeira que concedeu os financiamentos identifica aqueles que podem ser securitizados. Vende a carteira e o mutuário é obrigado a pagar as prestações para o novo credor.
O novo proprietário dos empréstimos cria, então, uma nova sociedade anônima, ou de responsabilidade limitada e vende todos seus direitos legais de receber as prestações à sociedade fiduciária, que se torna a proprietários dos empréstimos.
Finalmente, a sociedade fiduciária vende títulos a investidores no mercado. Com a venda, ela se obriga a pagamentos mensais aos investidores finais.
A vantagem para os bancos emprestadores é a possibilidade de acesso ao mercado de capitais, a custos menores de captação do que se captassem recursos com correntistas para emprestar aos mutuários. Além de permitir maior volume de recursos para empréstimos.
Há algumas formas de proteção para essas securitizações. Uma delas é oferecer uma carteira com valor de face de US$ 100 para cada US$ 90 em títulos classificados pelas agências de risco.
O serviço de cobrança, ou “servicer”, geralmente é feito pela instituição que concedeu o financiamento. Quando o devedor não paga a hipoteca, cabe ao “servicer” tentar resolver a questão, ou concedendo um novo empréstimo para quitar o anterior, ou apresentar um plano de pagamento mais adequado, até redução temporária ou permanente dos juros, perdão de parte dos pagamentos em atraso, até a venda do imóvel.
Há dois indicadores de prejuízos. Um, a proporção de empréstimos inadimplentes, chamada de “freqüência de default”. A segunda é a “perda por inadimplência”, do inglês “loss given default” (LGD), ou “severidade da perda” que corresponde à perda média em cada contrato inadimplente. Se 10% dos contratos estão inadimplentes; e a média é de uma perda de 40% em cada um desses contratos, a perda total corresponderá a 4% da carteira.
Nas análises de risco, as agências estimam o valor das perdas acumuladas que uma carteira poderá sofrer durante o tempo de vida útil dos empréstimos.
Os fundos emitem títulos com várias classes de risco. Os títulos com maior risco pagam mais; com menor risco, pagam menos. Esses títulos são adquiridos por seguradoras, fundos de pensão, firmas de gestão de investimento e outros investidores institucionais.
Segundo a Moody’s, com a crise do crédito as empresas classificadas abaixo do grau de investimento deverão enfrentart problemas com seus títulos. A agência prevê que a inadimplência deve dobrar para 4% no próximo ano. Nos últimos anos, mesmo empresas frágeis conseguiam crédito farto e barato no mercado. Agora, a percepção de risco aumentou substancialmente. No vencimento dos títulos, haverá dificuldades em refinanciá-los.
aposentados
O empréstimo consignado já foi utilizado por 8,5 milhões de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) desde que passou a ser oferecido, em maio de 2004, até agosto deste ano. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Previdência, o número de operações realizadas chegou a 20,8 milhões, que somam R$ 27,3 bilhões. Somente em agosto deste ano, foram registradas 817.781 operações, e emprestados R$ 904,2 milhões Como um beneficiário pode obter diversos empréstimos, respeitando o limite máximo de endividamento de 30% do valor do benefício, o número de operações é “significativamente maior do que o número de pessoas que recorreram ao consignado”, informou o ministério. Do total de empréstimos acumulados, ainda estão ativas 13,4 milhões de operações, o que corresponde a R$ 21,1 bilhões ainda a serem pagos por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O total de empréstimos já quitados é de 5,3 milhões, o que corresponde ao pagamento de R$ 1,9 bilhão.
SAFRA
O IBGE revisou para cima sua estimativa inicial para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2007. O Instituto estima uma safra de 133,8 milhões de toneladas, o que representa uma variação de 0,3 ponto percentual sobre a projeção anterior.
Também significa um crescimento de 14,3% sobre a produção agrícola calculada para 2006. Em relação a 2006, o IBGE espera uma produção de soja 11,2% maior, e pelo menos 16% superior para a milho de primeira safra e 40,6% para o milho de segunda safra, de acordo com dados do LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola). Somente soja e milho (primeira e segunda safras) respondem por 82,5% da produção estimada, com as maiores áreas dedicadas ao plantio (20,6 milhões e 13,8 milhões de hectares, respectivamente). Dentre os 25 produtos analisados pelo IBGE, há estimativas de crescimento -na comparação com 2006 - para 17 itens, com destaque para algodão herbáceo em caroço (31%), amendoim em casca 2ª safra (19%), batata-inglesa 2ª safra (4,2%), batata inglesa 1ª safra (22,5%). Na ponta oposta, o IBGE espera um decréscimo na produção de amendoim em casca 1ª safra (queda de 10,2%), arroz em casca (declínio de 4%), aveia em grão (retração de 34,7%) e batata inglesa 3ª safra (baixa de 2%), entre outros produtos.
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