Polícia acredita em acerto de contas ou motivação passional


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Quatro dias depois do assassinato, a polícia ainda não sabe quem matou o comerciante Tarcísio Rosa Pires, 50. A mulher da vítima não acredita em crime encomendado e imagina que ele possa ter morrido por um “acaso do destino”. Para os investigadores, a chance de ter ocorrido uma fatalidade é mínima. Dono de uma revenda de veículos na Avenida Orlando Dompieri, Tarcísio foi baleado quinta-feira à noite na porta de sua casa, no Jardim Petráglia. Ele recebeu um tiro no abdômen e morreu na madrugada seguinte. Depois do crime, a mulher e os dois filhos do casal deixaram a residência da família e foram para Sacramento (MG). A mulher disse que o marido havia saído de casa para fechar o portão e regava o jardim. Eram 21h30. “De repente, ouvi um estampido. Na hora, pensei que fosse bombinha, mas ele começou a gritar. Meu filho de 14 anos desceu as escadas correndo. Meu marido gritava: ‘Não desce, não desce’. O garoto voltou e disse: ‘Mamãe, papai foi baleado’”. Tarcísio teria pedido para o filho fechar a porta para o assassino não entrar na casa. “Meu marido conseguiu subir as escadas e deitou na sala. Fui para a sacada pedir ajuda. Ele disse ao meu filho que um desconhecido havia entrado pelo portão. O Tarcísio jogou água nele. Acho que o rapaz se assustou e atirou”. A mulher disse não acreditar que as ameaças sofridas pelo marido há sete anos por causa da venda de um carro possam ter ligação com sua morte. “Este problema já foi superado. No dia do crime, aconteceu um roubo aqui no bairro. Pode ter sido o ladrão”. A equipe de homicídios da DIG descartou a hipótese. “O que aconteceu no bairro foi um furto e não um roubo. Pode ter ocorrido um acerto de contas ou até mesmo um crime passional. Vamos analisar a vida comercial da vítima para ver se ela tinha problemas que possam ter causado sua morte”, disse o delegado Márcio Murari.

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