Gilmar Dominici diz que não sabe o que fará em relação à condenação da Justiça. Sem dinheiro para pagar as multas impostas e até mesmo para recorrer da decisão, o ex-prefeito acredita que foi “injustiçado”. De acordo com o petista, todas as medidas que tomou e foram citadas na sentença foram emergenciais. “A cidade não tomou prejuízo em nenhuma das minhas ações”, disse.
Segundo Dominici, a urgente contratação da Construdraga foi fruto de um ato de seu antecessor na Prefeitura, Ary Pedro Balieiro (PTB). “O Ary fez a prorrogação com a EBD por decreto, totalmente ao arrepio da lei, e ninguém fez nada. A EBD estava falindo e não sei por que ele prorrogou por 60 meses. Três meses depois que assumi, a empresa quebrou”, disse. “Não dava tempo de licitar”.
Em relação à falta de publicação dos balancetes da Secretaria de Educação, Dominici disse que seria impossível ele acompanhar tal situação. “Foi um problema de publicação. E é para isso que existem os secretários. É impossível um prefeito acompanhar isso em uma cidade de 300 mil habitantes”.
SEM GRANA
A falta de dinheiro, segundo Dominici, é o que mais o preocupa. Com a condenação, o ex-prefeito tem somente duas opções: pagar as multas impostas pela Justiça ou recorrer no tribunal estadual, mas para qualquer uma delas necessita de aporte financeiro. “Não tenho condições. Vivo de salário e não tenho posses nem patrimônio. Acho injusto tudo isso, pois não houve qualquer prejuízo aos cofres públicos”, disse. “O que me resta é somente minha consciência tranqüila”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.