Larguei minha cidade natal (Castelândia - GO) há oito anos. Lá eu era professora concursada. Deixei tudo para trás: estabilidade, família e amigos para acompanhar meu marido. Chegando a Franca fiquei desempregada por cinco meses. Estava acostumada a trabalhar durante três períodos e, de repente me vi sem ter o que fazer, levantar cedo sem um objetivo na vida.
Salário não me preocupava, mas isto sim, queria continuar sendo útil. Li no Comércio que a São Paulo Alpargatas tinha duas vagas para bordadeiras trabalharem à noite e não pensei duas vezes: levantei bem cedo, enfrentei uma enorme fila mas fiquei com uma das vagas. Jamais tinha entrado em uma fábrica de calçados mas, de um momento para outro, integrava o grupo de funcionários.
Tudo era novidade. Aprendi um novo ofício, conheci pessoas novas, entrei para um mundo completamente diferente. Depois de um ano a empresa foi embora para o Nordeste mas acabei sendo indicada para outra fábrica, onde estou até hoje. Já me adaptei à cidade e me considero uma boa francana. Tive proposta para voltar à minha cidade mas disse “não”. Amo Franca e tenho o maior orgulho em dizer que moro aqui. Gente de fora tem curiosidade em conhecer a Cidade do Calçado. E tem mais: me aceitaram como Conselheira do Comércio da Franca!!! Poderia haver honra maior?
Dinamar Lacerda Domiciano
integra o Conselho de Leitores do Comércio da Franca
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