Boca seca, olhos ardendo, nariz e garganta coçando. São apenas alguns dos efeitos provocados pelo tempo quase desértico que os francanos estão enfrentando nas últimas semanas. Com a umidade do ar abaixo dos 30% (o mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde) e sem chuvas há 42 dias, a cidade vive uma secura que há dois anos não via. Agora se vê às voltas com a ameaça de faltar água.
Segundo o gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia Garcia Caluz, se não chover dentro dos próximos 20 dias e os índices de consumo se mantiverem nos níveis atuais, a cidade pode ter de enfrentar um racionamento de água. “Estamos fazendo uma campanha para pedir à população para que economize. Acredito que se não chover, pode haver problemas eventuais em alguns locais”.
Para evitar problemas, o gerente da Sabesp orienta a população a saber o melhor horário para utilizar água. “O ideal é que as pessoas deixem para usar a água no período noturno para fugir do pico de consumo, quando muitas pessoas de uma determinada região utilizam água ao mesmo tempo, ocorrendo um desabastecimento nos reservatórios, que não conseguem repor a água por causa do consumo excessivo em determinados momentos”.
Outra dica é evitar o desperdício de água lavando carros e calçadas ou regando jardins. “Nesta época do ano, o consumo sobe por causa do calor. É importante as pessoas economizarem para depois não terem que enfrentar o rodízio”.
Como se não bastasse a possibilidade de faltar água, os francanos ainda poderão ter de lidar com uma umidade do ar típica de desertos. A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta para a cidade um índice de 15% de umidade nesta quarta-feira. Se se confirmar, será emitido um alerta pedindo às escolas para que suspendam qualquer atividade física.
O clima seco é resultado de uma massa de ar densa que paira sobre a cidade desde o início de agosto e, até agora, não se deslocou.
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