Abandonada, uma casa da Rua Bahia, número 960, na Vila Aparecida, transformou-se num tormento para os vizinhos. Segundo eles, há cerca de cinco anos o imóvel tem sido alvo de vandalismo, usado como moradia por invasores, ponto de consumo de drogas, prática de sexo e depósito de lixo. Os moradores denunciaram os problemas e querem que o local seja demolido ou “lacrado” pelos responsáveis. A Prefeitura deu o prazo de oito dias para que os proprietários fechem os acessos ao local.
No semestre passado, desconhecidos atearam fogo no local duas vezes. A primeira foi no cômodo de comércio que fica na entrada da casa. Com o incêndio, o teto e parte das paredes caíram. O monte de entulho continua na área e avança pela calçada. Além de tijolos e telhas quebradas, algumas pessoas descartam restos de comida e outros lixos lá. “É um horror, um cheiro forte de lixo.
Sempre está lotado de sujeira”, disse uma das moradoras que pediu para não ser identificada. O outro cômodo queimado está abandonado e corre risco de desabar.
O fedor e presença de ratos na residência não são os únicos problemas enfrentados na Vila Aparecida. Comerciantes se queixaram do movimento no local. “É um entra e sai de gente dia e noite. Não entendemos bem o que acontece aí. É uma bagunça só.
O pior é que isso inibe nossos clientes. Eles ficam receosos de passar por aqui”, disse outro entrevistado que pediu anonimato. “Para falar a verdade, esse lugar é um penitenciária aberta. Há homens, mulheres, menores, pessoas de todos os lados que estão aí para usar drogas ou fazer de motel”, disse a moradora.
Os entrevistados disseram que as pessoas não denunciam o caso por medo dos invasores. Há três semanas, uma vizinha chegou a acionar a Prefeitura. “Liguei e uma funcionária ficou de me dar uma resposta, mas não retornou até hoje. A gente até chama a polícia de vez em quando. Mas eles verificam a situação e, quando saem, a bagunça recomeça”.
Vizinhos querem que o imóvel seja demolido ou que o dono providencie o fechamento da entrada. “Se não destruir, deveriam construir uma parede na frente para que ninguém mais invadisse”, sugeriu um morador.
RESOLVE?
A Prefeitura concedeu prazo de oito dias para os responsáveis pelo imóvel na Vila Aparecida limparem e fecharem o local. Air Fontanesi, chefe do Setor de Fiscalização e Obras, foi informado pelo Comércio sobre a situação da casa e esteve no endereço ontem à tarde. “Realmente, está tudo bagunçado lá. O fiscal notificará amanhã (hoje) os donos a retirar os entulhos e cercar a entrada com madeirite, que é um material barato e fácil de ser colocado. Acredito que eles levarão dois dias para limpar a área. Vamos acompanhar tudo”, disse. O comerciante Denis Silva, um dos donos do imóvel, disse que tomará as providências em, no máximo, um mês.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.