As administrações dos asilos não revelam suas receitas nem suas despesas orçamentárias, mas garantem que cada interno dá gasto entre R$ 700 a 900 por mês, incluindo a hospedagem, alimentação, medicamentos e cuidados de funcionários.
Décio Piola, promotor de Justiça do Idoso, explicou que, de acordo com o Estatuto do Idoso, cada instituição pode retirar até 70% do benefício previdenciário do interno. E isso todas fazem. “É legal, até porque há um custo nos cuidados com os idosos”, explica.
Em um dos asilos da cidade, o tesoureiro revelou que sua entidade recebe R$ 950 ao ano do município por idoso atendido. “Recebemos pouco, há lares que recebem até R$ 2,7 mil por ano. Por isso, para nós, as doações e trabalho de voluntários nos ajudam a manter a instituição”.
Na Instituição Espírita Nosso Lar, há pouco mais de dois anos, a coordenação iniciou um trabalho também com alas particulares. “Atendíamos todos gratuitamente, mas a demanda foi crescendo e foi ficando difícil manter”, disse Consuelo Gomes de Mello Cury, administradora.
Segundo Consuelo, o lar dispõe de enfermagem 24 horas, convênio com emergência médica e conta com trabalho integral de 20 funcionários. “São muitos os cuidados que a ter com as senhoras”, salienta Mello.
No Lar São Vicente de Paulo, as internações não são particulares, mas os internos colaboram com um percentual de sua aposentadoria. Além de subvenção do município, o São Vicente também conta com as verbas do velório. “Damos preferência aos carentes e àqueles que não têm filhos, nem esposa, até por conta do Estatuto do Idoso”.
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