Comerciante assassinado com tiro na barriga na frente de sua casa


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Fachada da casa onde o comerciante foi baleado na noite de quinta-feira. Tarcísio Rosa era dono de um estacionamento de veículos na Orlando Dompieri
Fachada da casa onde o comerciante foi baleado na noite de quinta-feira. Tarcísio Rosa era dono de um estacionamento de veículos na Orlando Dompieri
O jejum de 116 dias sem assassinatos em Franca foi quebrado na quinta-feira. O comerciante Tarcísio Rosa Pires, 50, foi morto com um tiro no abdômen quando estava na porta de sua casa no Jardim Petráglia. Pires chegou a ser socorrido pela Unidade de Resgate dos Bombeiros, mas não resistiu à cirurgia e morreu na madrugada de sexta-feira. O autor do disparo fugiu e até o momento não foi identificado. A polícia trabalha com a hipótese de um crime encomendado. Na noite de quinta-feira, por volta de 22 horas, o comerciante Tarcísio Rosa Pires regava o jardim de sua casa na Rua Antônio Alves Taveira. De repente, surgiu no portão do imóvel um homem moreno, armado com revólver e disparou contra Tarcísio. A vítima conseguiu caminhar até a sala da sua casa e conversar com sua mulher. “Ele levou um tiro na barriga e ainda entrou na casa. A vítima chegou a dizer para a mulher que o autor era um homem moreno”, disse o soldado Josué, da Polícia Militar. No momento do crime não havia ninguém na rua que pudesse apontar mais características do assassino. A mulher da vítima disse que chegou a escutar o tiro, mas pensou ser crianças soltando bombinhas na rua. Policiais militares fizeram patrulhamento pelo bairro em busca de pistas, mas sem êxito. O comerciante foi socorrido pelos soldados do Corpo de Bombeiros. O projétil atingiu a região abdominal da vítima, perfurando seu intestino e pulmão. Dono de um estacionamento de veículos na Avenida Orlando Dompieri, Tarcísio Rosa recebeu ameaças de morte há sete anos. Agentes da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) estiveram no local, levantando pistas sobre o crime. “A mulher da vítima disse que ele, nos últimos meses, não brigou com ninguém. Somente há sete anos, ele teria discutido com um homem por causa de carro e que na época recebeu ameaças”, disse o delegado Márcio Murari. Para a polícia não está descartada a hipótese de um crime por encomenda. “Se ele conhecesse o autor teria falado para a mulher o nome dele, mas disse apenas que era um homem moreno”, disse o delegado, que já começou as investigações. “Pelo projétil retirado do corpo da vítima, a arma usada pelo criminoso foi uma pistola semi-automática. Vamos investigar todas as hipóteses, inclusive as ameaças que o comerciante recebeu há cerca de sete anos”. A família foi procurada pelo Comercio para comentar o crime, mas não foi encontrada nem no endereço onde ocorreram os fatos nem por telefone.

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