Azuis, amarelas, vermelhas e multicores. De um, dois e em alguns casos até cinco lugares. As barracas da área de camping do Hallel, situado ao lado do Pavilhão “Américo Pizzo” (antiga Francal), guarda mais do que apenas objetos e roupas dos participantes. Elas também são sinais de fé e escondem histórias de jovens dispostos a deixar toda a mordomia para aproveitar ao máximo cada atração do evento. Muitos ficam mais de 65 horas acampados, mas não reclamam da carga horária, do clima maluco (de dia quente e a noite mais frio) e de uma “nuvem” de mosquitos em determinadas horas do dia.
Os amigos Nikolaos Nekail Dimitriadis, 18, Igor Borges Tavares da Costa, 15, e Georgia Alencar, 33, chegaram ao camping na quinta-feira, antes das 17 horas, e só pensam em ir embora hoje depois das 18 horas. “Vamos antes porque esse é o único ônibus que tem direto para casa. São 12 horas de viagem. Caso contrário, ficaríamos até o fim”. Freqüentadores do mesmo grupo de oração, eles moram no Rio de Janeiro e vieram à festa pela 1ª vez.
O fato de o Hallel reunir a “nata” dos músicos católicos é apontado como o principal motivo para tanto interesse dos jovens. No acampamento, eles não têm hora para dormir, vivem à caça de água, se enchem de biscoitos, bolachas, chocolates e pão e enfrentam filas para tomar banho. Se vale a pena? “É bom demais. Temos a oportunidade de fazer novas amizades, conhecer outros músicos e histórias de vida e o melhor, ouvir música católica de qualidade”, disse Nikos.
Regiane Carreira, 28, saiu de Aguaí, região de Mogi-Guaçu (189 km de Franca), na terça-feira, para o Congresso de Músicos Católicos e aproveitou para ficar no Hallel. O camping foi a opção que escolheu para se acomodar. “Venho há 12 anos e recomendo para quem ainda não conhece”. Para ficar no camping, foram cobrados R$ 15 por barraca.
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