A emoção de todos os funcionários durante a inauguração não foi à toa. As páginas que você lerá a partir do próximo domingo, caro leitor, será fruto da nova máquina rotativa do jornal, única do porte fabricada pela Pressline e vendida para a América Latina. “Já existe uma máquina na Argentina, mas apenas com uma torre. Então, esta é a primeira máquina na América Latina com três torres”, diz Jensc Schumbert, representante da Pressline no País.
Além da exclusividade, muita tecnologia. A Pressline 30 tem capacidade de imprimir 35 mil cadernos por hora, mais do que o dobro da capacidade da rotativa anterior, adquirida em 1974 e que roda 14 mil cadernos/hora. “É uma das máquinas mais avançadas em termos de configuração porque já vem com três torres para fazer 12 páginas, com quatro cores frente e verso, além das páginas em preto e branco. Aqui no Brasil é a primeira da fábrica Pressline, da Índia. Com certeza vai ser um grande sucesso”, diz Schumbert.
A máquina impressiona pelo tamanho. São 25 metros de comprimento e uma altura que chega a 5,5 metros em sua torre mais alta, com dois motores próprios. Para chegar até Franca, a máquina teve uma longa jornada. Foram mais de 14 mil quilômetros percorridos de navio, em dois meses de viagem.
Tudo isso para proporcionar ao leitor do Comércio o que existe de melhor no mercado internacional, que proporcionará maior qualidade gráfica, agilidade de impressão e, conseqüentemente, entrega mais rápida nas casas dos assinantes e nas bancas.
O gigantismo da máquina surpreendeu até mesmo quem está acostumado a trabalhar com rotativas. “No começo, eu assustei um pouco. O tamanho é bem diferente da outra. Agora, já estou me adaptando”, diz Alfredo Henrique Lopes, chefe de impressão do Comércio há 14 anos. Ele diz que o leitor perceberá a diferença rapidamente. “A tendência é o jornal sair mais limpo, mais branquinho, sem borrões. As fotos também não terão aqueles embaçamentos.”
A montagem do equipamento começou no dia 12 de julho, sete meses após chegar ao Brasil, e, de lá para cá, dez técnicos a preparam para funcionar. Além de Schumbert, quatro outros especialistas vieram a Franca para a instalação da máquina. Entre eles o técnico indiano Ravinder Kumar, que pela primeira vez veio à América Latina para montar o equipamento, no Comércio. Além do Brasil, o indiano já instalou máquinas na China, Indonésia e Bangladesh.
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