De coração novo


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Sem dúvida nenhuma, ela foi a grande vedete da noite. Assim como em um baile de debutantes, a nova máquina rotativa do Comércio da Franca, com suas nada singelas 60 toneladas, chamou a atenção de todos ao ser apresentada às cerca de 1,2 mil pessoas que participaram da cerimônia de inauguração da nova sede. No lugar da valsa, mas com os mesmos holofotes que a situação exige, o desatamento da fita simbólica foi feito pela presidente do Conselho de Administração do Comércio, Sônia Machiavelli Corrêa Neves, e pelo prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha. Em seguida, foi o momento de mostrar a placa de inauguração, descoberta pela presidente do Conselho, pelo deputado estadual Gilson de Souza e pelo presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, Vaz de Lima. Já ao ex-governador do Estado, Geraldo Alckmin, e ao diretor-responsável pelo jornal, Corrêa Neves Júnior, ajudados pelo chefe de impressão, Alfredo Henrique Lopes, coube apertar os botões e colocar a máquina para funcionar. Foram 1,5 mil cadernos especiais sobre a inauguração impressos em alguns minutos e entregues aos convidados. Durante a impressão, estouro de champanhes, abraços e choros de emoção deram o tom. Dos diretores aos encadernadores, passando por secretárias e repórteres, não houve ninguém que não expressasse nos rostos a satisfação de ver a nova atração funcionando. Afinal de contas, é por ela que passará o trabalho de todos que trabalham no jornal. Para Sônia Machiavelli, a cerimônia serviu para lembrar outro evento, ocorrido há mais de três décadas. “Lembrei-me de 33 anos atrás, quando inauguramos a Goss Comunity (atual máquina que roda o jornal).” A presidente do Conselho de Administração diz que o evento serviu para destacar a importância da impressão para o jornal. “Tenho acompanhado todos os avanços da redação e, às vezes, me descuido do coração do jornal, que é a máquina. Comecei a olhar para o Parque Gráfico de uma forma diferente. Foi um momento de muitas idéias cruzando minha cabeça.” Outro ponto importante lembrado por Sônia foi a presença, além de sua família, de parentes de outros diretores do jornal, que assim como a família Corrêa Neves, foram responsáveis pela história de sucesso do Comércio. “Achei muito importante estar com meu filho e com minha neta. Além disso, fiz questão de que estivessem presentes os descendentes de outros diretores, como José de Mello, que teve os familiares representados por Heloísa Helena Franco Meneguetti, assim como Maria Helena Bagueira Leal, filha do ex-diretor Márcio Bagueira Leal, e o neto de Alfredo Costa, Osmar Henrique Costa Parreira. A criadora do slogan “O jornal que todo mundo lê”, Lígia Moscardini, também foi lembrada por Sônia. “Gostei muito de recebê-la e tê-la conosco aqui na festa, 15 anos depois de ter criado o slogan”. Já o diretor-responsável do jornal, Corrêa Neves Júnior, diz que o momento foi único e, agora, é colocá-la efetivamente em funcionamento. “O momento simbólico foi perfeito. Para testemunhar o potencial da máquina, tínhamos desde antigos impressores, que acompanharam outros tempos do jornal até uma figura da importância do ex-governador Geraldo Alckmin. Agora, a ansiedade é pelo momento em que ela comece a funcionar efetivamente para a população de Franca e região, o que a gente espera que aconteça até o próximo domingo. Com isso, aumentará a capacidade de cores e, principalmente, a agilidade na entrega, que é a maior reclamação hoje em dia dos leitores.” O chefe de impressão, Alfredo Henrique Lopes, se diz aliviado com o sucesso do início das impressões. “Tirei uma tonelada das costas. Foi emocionante demais. Agora estou bem mais tranqüilo.” Até mesmo Alckmin, que conhece a redação dos principais jornais do País, se mostrou impressionado. “É um belo maquinário. Deve produzir em um ritmo alucinante. Está à altura do que necessita hoje o Comércio da Franca. Vi poucas máquinas tão grandes e imponentes em jornais que visitei”.

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