A polêmica sobre a auto-hemoterapia não é novidade. Embora tenha surgido no início do século passado, na França, e tenha sido estudada na década de 30 nos Estados Unidos e no Brasil, não existem pesquisas científicas que comprovem a eficácia da técnica. Pior: segundo especialistas, infecções diversas, necrose, abcesso (acumulação de pus num tecido localizado) são apontados como possíveis efeitos colaterais.
O presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Carlos Chiattone, disse que a instituição não reconhece o procedimento. “Não existe na literatura médica qualquer estudo com evidências científicas sobre o tema. Por não existirem essas informações, são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações desta prática, que pode colocar em risco a saúde dos pacientes”.
Para Lavínio Camarim, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) responsável pela região de Franca, a auto-hemoterapia é um método experimental e proibido. “Quem pratica infringe normas sanitárias. Já foram detectadas reações adversas nessas aplicações, como infecções de pele e até necrose. Isso está ligado a charlatões ou pessoas que querem angariar dinheiro”.
No entanto, Luiz Moura diz, no vídeo, que não respeita os padrões chamados de científicos. “Eu não digo ‘isso eu não posso fazer porque não é comprovado pela ciência’. Pra mim, o que comprova qualquer coisa é o efeito do tratamento. Eu tenho certeza de que é uma técnica absolutamente inocente, que nenhum mal faz para a pessoa, não há nenhum risco”.
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