Repatriados: a esperança de títulos


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Para conseguir vitórias e obter os quatro títulos disputados nesta temporada, o Unimed/Franca buscou uma receita antiga: contratar jogadores que começaram novos na equipe e saíram para buscar experiência. Os alas Márcio Dornelles, 31, e Alfredo, 32. Esses jogadores praticamente começaram profissionalmente no basquete de Franca. Alfredo é o caso mais emblemático. Natural de Campinas, começou no Unimed/Franca no final de 1994, na época com 20 anos. "Foi meu primeiro time profissional, tinha acabado de sair do juvenil", afirmou. Ontem, ele recordou como foi seu início com o técnico Hélio Rubens e comentou que disputou um Paulista e um Brasileiro, saindo do clube em julho de 1996. "Entrava pouco no time, mas foi bom. Tinha um técnico (Hélio) que cobrava muito. Às vezes não conseguia absorver tudo, acho que por causa da juventude", reconheceu. Onze anos depois, de mero coadjuvante Alfredo construiu uma carreira sólida. Titular em equipes como Ribeirão Preto, Mogi, Corínthians (Rio Grande do Sul), Hebraica, Casa Branca e, por último, Uberlândia e teve média de 14,3 pontos no Brasileiro 2006/2007. Em Franca, Alfredo nunca conquistou títulos. Dornelles chegou no Unimed/Franca em 1999, com 23 anos e a experiência de ter jogado em Jales, Corínthians e Ribeirão Preto. A responsabilidade era grande no antigo time francano porque revezava com Valtinho, armador da seleção brasileira. No mesmo ano em que chegou já foi campeão Nacional - o último da equipe. Em Franca, Dornelles ganhou ainda o Pan-Americano de 1999 e o Paulista de 2000. Agora quer voltar a fazer bonito: "Quero empolgar a torcida. Fui conhecido como o jogador que fazia ponte aérea, dribles, e posso fazer isso novamente", disse.

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