O jornal que todo mundo lê


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Para profissionais como eu, que viram as redações abandonarem as máquinas de datilografia para a adoção dos microcomputadores, antes havia um quê a mais na produção jornalística e que talvez tenha sido levado junto com as barulhentas Olivettis de alguns anos: o romantismo. Hoje é tudo mais profissional, mais técnico, com muita rapidez e tecnologia. O tempo, esse escravizador abstrato, é inexorável na sua passagem e na incumbência de espargir sua ação transformadora. À medida que o tempo passa, muitas coisas são abandonadas e tantas outras são acolhidas e sofisticadas. Em sua moderna sala nas novas instalações do Comércio, Dona Sônia Machiavelli Corrêa Neves guarda um troféu que fez questão de me mostrar quando fiz minha primeira visita ao novo prédio, ao lado de colegas colunistas: uma velha máquina de escrever. Dona Sônia e seu filho Corrêa Neves Júnior entenderam que o jornalismo se tornou mais técnico e que era preciso modernizar. Por isso, há tempos a velha máquina está aposentada e transformou-se em saudosa relíquia. Sempre à frente de seu tempo, andando na velocidade da notícia, lado a lado dos interesses da população francana, com um jornalismo imparcial e de qualidade o Comércio inaugura nesta quinta-feira o seu novo parque gráfico. Inicia uma série de modernizações que vão acompanhar daqui para frente, a evolução da tecnologia e da nossa sociedade. Agora, com a melhor qualidade na impressão do jornal, os anúncios dos produtos ou serviços passarão a ser mais valorizados. Apesar da idade e de todas as crises nacionais que afetam empresas de comunicação, o jornal mantém o fôlego renovado no mercado editorial e publicitário, um fenômeno jornalístico sem precedentes na história regional. Seu rumo editorial sempre foi a defesa dos interesses da comunidade que abraçou desde os primeiros tempos e que hoje se acentua em todos os setores da vida social, dos lances políticos aos mais rotineiros problemas dos moradores. O Comércio comemorou 92 anos de vida ininterrupta dia 30 de junho, mesmo mês em que se mudou para as novas instalações, mas a festa para mais de 1,2 mil pessoas, com a inauguração do parque gráfico é hoje e promete parar a cidade. Pouco mais de dois anos, a família Corrêa Neves comprou a rádio Difusora, há décadas sob o comando da família Pieri. Hoje as equipes da rádio e do jornal Comércio da Franca trabalham em conjunto para garantir informação de qualidade à população. O Comércio da Franca 92 anos -, e a Rádio Difusora 45 anos -, comemoram juntos os aniversários nesta noite de gala. Citar nomes que ajudaram a construir esse gigante da comunicação é perigoso porque há sempre o risco da omissão, mas talvez pudéssemos representar todos eles na figura ímpar de Corrêa Neves, o seu saudoso diretor da nova fase iniciada em 1973. Assim como teve centenas de jornalistas contribuindo para a sua história, o jornal também teve um número razoável de slogans. Mas todos podem ser hoje resumidos no slogan atual: “O jornal que todo mundo lê”. Impossível expressar, nestas poucas linhas e mesmo nesta edição especial de aniversário e da inauguração do novo parque gráfico, toda a importância desse senhor jornal de 92 anos. O que nos cabe, como colaboradores dessa história, é uma boa dose de reflexão sobre como manter passos firmes ao estabelecer novos paradigmas de um jornalismo sério e ético, sem perder a paixão em produzir conteúdo de interesse social com qualidade e credibilidade. Assim somos tomados pela agradável certeza de que, independentemente de quantos aniversários venham a ser comemorados e muitos certamente virão - o Comércio da Franca nunca deixará de ser notícia. POSITIVO A inauguração da ala infantil do Hospital do Câncer de Franca será dia 24 deste mês. O pavilhão terá o nome da dupla sertaneja Rio Negro e Solimões, sempre presente nos acontecimentos filantrópicos da cidade. Doados pela comunidade, foram investidos cerca de R$ 1, 2 milhão nessa obra, que abrigará setor administrativo, farmácia, sala de medicamentos, recepção pediátrica, recepção de adultos, consultórios médicos, auditório, brinquedoteca, almoxarifado e sede do Centro de Voluntários da Saúde. NEGATIVO Algumas lojas de Franca não estão respeitando a data do conhecido cheque pré-datado, colocando para recebimento antes do dia previsto e causando transtornos aos clientes. É preciso saber que, legalmente, nada impede que o cheque seja sacado, pois é uma ordem de pagamento à vista e o banco, tendo saldo, é obrigado a pagá-lo quando apresentado, mesmo que o emitente faça constar que o documento somente será bom para um determinado dia futuro. Um detalhe: se o consumidor conseguir provar que o cheque foi emitido para apresentação em dia determinado e que o comerciante o tenha apresentado antes da data prevista, poderá buscar na Justiça uma reparação, ou seja, indenização pelos danos morais sofridos. O cheque pré-datado é um acordo entre comerciante e cliente, por essa razão, deve ser respeitado, afinal, graças a essa prática, o comércio de Franca ampliou suas vendas. ACIDENTES DE TRÂNSITO De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil gasta cerca de US$ 22 bilhões por ano com acidentes de trânsito. Só nas estradas federais são mais de 65 mil feridos e 7 mil mortos todos os anos. Um estudo recente mostra que mais de um terço de toda a frota circulante no Brasil apresenta algum tipo de problema mecânico ou falhas que comprometem a segurança nas estradas. Por isso a recomendação é que se faça uma checagem dos principais itens de segurança do carro nesta véspera de feriadão de 7 de setembro em um mecânico de confiança.

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