Di Franco: uma lição sobre jornalismo e ética na imprensa


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Discussão sobre jornalismo, Direito e o futuro da mídia. Boas opiniões não faltaram, ontem, no Comércio, que recebeu a palestra do jornalista Carlos Alberto Di Franco, representante no Brasil da Escola de Comunicação da Universidade de Navarra, professor de Ética, e diretor do Master em Jornalismo, um programa de capacitação de editores que já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do País. Di Franco veio à cidade para participar da série de palestras promovidas pelo Comércio. Foi outra verdadeira aula de jornalismo. Sorte da platéia, que lotou o auditório “Jornalista Corrêa Neves” para acompanhar os ensinamentos do experiente professor. Di Franco abriu a apresentação fazendo um comparativo entre jornais burocratas e ousados. “Para sobreviver e vencer os desafios não se pode ter medo. É preciso arriscar”. O palestrante elencou 11 armadilhas que comprometem a qualidade da informação, entre elas, o vírus da arrogância, o ceticismo de carteirinha, a síndrome declaratória, o jornalismo de dossiê e a síndrome de catástrofe. Também deu dicas para melhorar o conteúdo de um jornal. “É preciso ter coragem de repensar os produtos todos os dias e fazer uma análise crítica. A palavra chave é planejamento. Por fim, deve-se ser ético, independente e investir constantemente na formação”. Após dar as dicas necessárias para se fazer jornalismo de qualidade, Di Franco respondeu às perguntas formuladas por jornalistas e estudantes universitários que o assistiam. Apontou a falta de curiosidade como o principal defeito de um repórter. “Já o defeito do editor é o autoritarismo”. Questionado sobre os limites da liberdade de imprensa, respondeu: “O que é de interesse público, sempre é matéria jornalística”. MAIS BONITA Sem sair do jornalismo, Di Franco fez um elogio à nova estrutura do Comércio da Franca. “Tenho consciência de que o Comércio é hoje, o jornal mais bonito do País. Quem sabe, de todo o planeta”, disse o experiente jornalista, que visitou centenas de redações em vários países. O professor permanece em Franca hoje para a festa de inauguração da nova sede do Comércio e da Difusora.

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