O operador de escavadeira Carlos do Nascimento, 47, trabalha há um mês e meio no desassoreamento da represa do Castelinho. Ele fica no local durante dez horas por dia e disse que ainda não viu capivaras passarem pela região. Os animais eram facilmente flagrados na área. “Elas foram embora. Só vejo as garças nas árvores”. O biólogo e professor Alex Melo tranqüiliza quem gostava de ver os animais pelo local. Ele descartou o risco da limpeza da represa causar desequilíbrio ambiental e disse que as capivaras vão retornar ao clube.
Alex acredita que os roedores continuam na região e se afastaram do clube por causa do barulho das máquinas e da presença humana. “Eles devem estar no Espraiado e voltam em alguns momentos para comer e se abrigar na vegetação que continua nas margens da represa. O afastamento é momentâneo”.
O alerta feito pelo biólogo foi em relação à abertura das comportas e esvaziamento da represa do Castelinho. “Ali viviam espécies de peixes exóticos, que acabaram liberadas na bacia do Rio Sapucaí. Lá, encontraram espécies nativas e podem provocar uma competição disputando os mesmos alimentos ou serem predadoras dos peixes que já viviam ali. Isso pode colocar em risco alguns peixes e fazê-los desaparecer”.
Segundo Alex, apenas um estudo específico sobre o assunto e o tempo poderão mostrar se houve tal impacto. “Só com o passar dos anos verificaremos as conseqüências da liberação dos peixes”, disse ele.
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