Represa deve estar pronta em até 90 dias


| Tempo de leitura: 2 min
Escavadeira hidráulica remove e deposita resíduos retirados do fundo da represa do Castelinho na carroceria de um caminhão: desassoreamento recuperará a capacidade de armazenamento de água do local
Escavadeira hidráulica remove e deposita resíduos retirados do fundo da represa do Castelinho na carroceria de um caminhão: desassoreamento recuperará a capacidade de armazenamento de água do local
A limpeza (desassoreamento) da represa do Clube Castelinho deverá estar pronta entre 60 e 90 dias. O procedimento, que recuperará a capacidade do lago armazenar água, estará concluído para a época em que recomeçam as chuvas e eliminará o risco de transbordamentos na área. O desassoreamento foi necessário porque a terra vinda dos bairros formados ao redor do clube era levada pelas chuvas para o fundo da represa, que com a capacidade comprometida, aumentava o risco de enchentes na cidade. No verão passado, o local transbordou e chegou a alertar as autoridades várias vezes. As obras devem acabar com o problema. A profundidade inicial da represa era de cinco metros. Com os resíduos recebidos dos bairros, atingiu apenas um metro e meio. Para resolver o problema, o Clube Castelinho, Prefeitura e Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) firmaram parceria para desassorear o local. O investimento será de R$ 200 mil a R$ 300 mil. A primeira etapa do serviço foi a abertura das comportas para esvaziar a represa. Na seqüência, em maio, a draga, máquina emprestada pelo Daee, efetuou a retirada dos resíduos (barro que depois de seco se transforma numa mistura de terra e areia) do fundo do lago. Há um mês e meio, dez funcionários da Colifran iniciaram o transporte da terra excedente do local. As equipes trabalham das 7 às 17 horas e, por dia, precisam fazer 130 viagens com os oito caminhões utilizados para levar os resíduos para as voçorocas do Jardim do Éden, Paulistano e CSU. A terra depositada nesses três pontos será compactada e as voçorocas revitalizadas. O Secretário de Serviços Municipais e Meio Ambiente, Ismar Tavares, acredita que 60% do total de resíduos já foram removidos. “Já transportamos em torno de 60 toneladas. Estamos dentro do cronograma e, caso chova na cidade, com a quantidade já limpa da represa, não teremos problemas de transbordamento. A execução dos serviços está positiva”. Quando for alagada novamente, a represa funcionará como um “piscinão”. A área não terá sua capacidade completamente preenchida. Ismar disse que receberá de 30% a 40% do volume total de água que comporta e o restante abrigará águas da chuva. “A represa armazenará as águas pluviais e depois do período de chuvas, as comportas serão abertas para a água ir embora e o lago retomar de 30 a 40% do seu volume”. Para evitar que o assoreamento continue a comprometer o local, a Prefeitura e o Castelinho estudam a construção de até quatro pontos de contenção do barro no Córrego Espraiado que deságua na represa. “Temos de impedir que o barro chegue na represa. Essas caixas de contenção, que serão de concreto, reterão resíduos vindos dos bairros. Como são menores, poderemos efetuar limpezas periódicas nesses pontos, de maneira mais rápida e prática”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários