O desrespeito às leis faz com que o álcool seja cada vez mais acessível aos jovens. Embora a venda de bebidas alcóolicas seja proibida por lei, a menores de 18 anos, a realidade das ruas mostra um cenário bem diferente.
Na última quarta-feira, das 13 às 14 horas, o Comércio fez uma pesquisa informal. Com R$ 6 em mãos, o menor GGS, 13, percorreu quatro bares com um objetivo: comprar bebida alcoólica. A equipe esteve no Parque Santa Adélia, Vila Imperador, Estação e Vicente Leporace. A finalidade era verificar se os comerciantes vendiam cerveja para a criança. Dos quatro bares pesquisados, apenas um não vendeu.
A exceção, foi a comerciante Carmem Silva, 60, que tem um bar no Leporace. “Jamais venderia cerveja para uma criança. A menos que o menino estivesse em companhia dos responsável”.
Para o promotor da Infância e da Juventude Augusto de Arruda Neto, a venda de bebidas alcoólicas a menores é comum porque falta consciência aos comerciantes. “É preciso maior atenção por parte de quem vende. Quem comercializa deve ser punido”.
Quem vende bebidas alcoólica para menores pode pegar pena de até dois anos de reclusão. “Está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente que vender ou fornecer - mesmo que gratuitamente - bebida alcoólica a menores é crime e a pena pode variar de uma multa a prisão de seis meses a dois anos”, disse Samuel de Oliveira, escrevente da promotoria de Infância e da Juventude.
Quem flagrar donos de estabelecimentos comerciais vendendo bebida alcoólica para menores pode denunciar pelo (16) 3723-6224 na Promotoria da Infância e da Juventude.
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