O pivô Estevam, pela primeira vez, falou sobre sua saída do Unimed/Franca. Visivelmente magoado com sua não permanência na equipe e com o fato de membros da diretoria tentarem atribuir a ele as dificuldades na negociação, o atleta declarou ontem ao Comércio da Franca que só assinou contrato com Uberlândia porque as negociações com Franca travaram. De acordo com o jogador, ele cansou de esperar a vontade dos diretores francanos. “Aguardei muito uma posição da diretoria, mas demoraram muito e eu tive de procurar o meu rumo”, disse.
A versão do clube, desde o fim da temporada, em julho, era de que se aguardava uma resposta de Estevam à proposta apresentada. O atleta negou e disse que “fez de tudo” para permanecer no Franca Basquete. “Eu tenho auto-avaliação e sei que fiz uma temporada abaixo do que podia e do que Franca merece. Era questão de honra ficar e apagar isso. Aceitei até redução no meu salário”, disse. “Mas a verdade é que eu não estava dentro dos planos”, afirmou.
O anúncio da contratação de Márcio Cipriano (que acabou não vindo) também incomodou Estevam, que ficado, então, aguardando contato dos diretores francanos. “A posição de Franca só se definiu depois disso, quando eu já tinha outras propostas. Não podia ficar parado.
Mas a diretoria acabou contratando outro jogador, que pelo visto não apareceu ainda”, disse.
‘EU VOLTAREI’
Estevam disse estar chateado, mas pretende, em breve, voltar a vestir a camisa do Franca Basquete. “Há um pouco de chateação, pois sair de um lugar onde se sente bem é muito triste. Mas busco encarar isso pelo lado profissional. Sei que honrei e respeitei o time. Joguei até com o pé trincado”, disse. “Mas com certeza, um dia, eu voltarei a Franca, onde adoro a torcida e tenho muitos amigos”.
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